02/10/2012


 

Estudantes, técnico-administrativos, professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e usuários do SUS marcam, nesta quarta-feira (3), a passagem do Dia Nacional de luta contra a privatização dos hospitais universitários, manifestando a posição contrária a entrega do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPPA) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em Ato Público a ser realizado no Campus A. C. Simões.

 

De iniciativa das entidades representativas da comunidade acadêmica – Associação dos Docentes (Adufal), Sindicato dos Trabalhadores (Sintufal), Diretório Central dos Estudantes (DCE) - e coordenada pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde e pelos Fóruns de Saúde estaduais e municipais, a manifestação será realizada simultaneamente em todo o país.  

 

As atividades vão acontecer durante toda a manhã. A partir das 7h30 serão distribuídos, no portão de entrada da instituição, panfletos explicativos; às 8h30 será realizada uma caminhada até o hall da reitoria, onde haverá uma oficina de cartazes e a realização do Ato Público. Às 10h, seguindo deliberação do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas e do Conselho Nacional de Saúde, os representantes das entidades vão entregar ao reitor, documento solicitando posicionamento contrário à entrega do HUPPA à Ebserh.

 

Segundo o presidente da Adufal, professor Antonio Passos, é  necessário que a população fique atenta ao significado dessa proposta. “Está claro que ela não traz bem algum aos usuários dos serviços assistenciais prestados pelo HU. Traz, pelo contrário, prejuízos para os usuários, trabalhadores, estudantes e para a sociedade em geral, uma vez que entrega a administração dos serviços de saúde a terceiros, pondo em risco de dilapidação os bens públicos da União”, disse.

 

Conforme explicações da professora de Serviço Social da Ufal, Valéria Correia, integrante da Frente Nacional e do Fórum Alagoano contra a privatização, a Ebsserh é uma empresa pública de direito privado, criada pelo governo federal com a intenção de entregar a administração dos HU federais do Brasil a terceiros. “Em sendo implantada ela terá capital próprio, poderá gerar lucros e vender serviços para a iniciativa privada”, adverte.

 

 No seu entender, a possibilidade de realizar convênios e captar recursos através da venda de serviços prejudicará os usuários do SUS. “Quem tem condições de pagar por um plano de saúde poderá ter uma cota de atendimentos exclusiva. E como ficarão os que não têm como pagar? Onde ficam os princípios da universalidade, equidade e gratuidade no SUS?”, argumenta.

 

A Lei 12.550/2011 que cria a Ebserh não é uma imposição do Governo Federal. Cada universidade é que decide, a partir de votação de seu Conselho Universitário, órgão superior deliberativo da instituição, se deseja ou não passar o seu patrimônio, o seu quadro funcional e os seus hospitais de ensino à gerência da Ebserh, abdicando de sua autonomia. 

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Fonte: Ascom/Adufal

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