13/07/2013
Atualizada: 13/07/2013 00:00:00
Os professores das Seções Sindicais do Andes-SN de todo o país atenderam ao chamado do Sindicato Nacional e foram às ruas nesta quinta-feira (11) para mostrar a força da categoria na luta por melhorias na educação. As pautas específicas dos docentes foram agregadas às bandeiras unificadas da classe trabalhadora, que compõem as reivindicações do Dia Nacional de Lutas com Greve e Mobilizações, organizada pelas oito centrais sindicais brasileiras - CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST -, com a participação do MST, Dieese, Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação.
No Rio de Janeiro, a polícia militar reprimiu mais uma vez com extrema violência as manifestações. Relatos nas redes sociais dão conta de dezenas de pessoas feridas e outras tantas apreendidas durante os atos no centro da cidade e em frente ao Palácio da Guanabara, sede do governo estadual.
Amazonas - Professores, estudantes e técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) bloquearam a entrada da instituição em Manaus. A manifestação foi realizada das 5h30 até o final da manhã. Grande parte dos docentes suspenderam as aulas em apoio à manifestação.
Acre - Mais de 1300 servidores, entre docentes e técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre, aderiram à paralisação de 24 horas na universidade. "Este não é um movimento somente da Ufac, é de todo o serviço público do país", afirmou o subsecretário da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac), Aroldo Carsoso, em entrevista ao G1. "Nós queremos que o país seja próspero e que os serviços públicos sejam de altíssima qualidade. Para que isso se torne realidade é preciso que a corrupção seja banida", completa.
Sergipe - Docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) integraram a manifestação que se reuniu na Praça Fausto Cardoso em um ato de paralisação pelo dia 11 de julho, para reivindicar melhorias para a categoria e para a classe trabalhadora em geral. Em entrevista ao portal Infonet, a presidente da Associação dos Docentes da UFS (Adufs), Brancilene Araujo, a luta da categoria vai além de melhorias locais. “A nossa pauta é por uma infraestrutura para trabalhar, com laboratórios, hospitais equipados e salas de aula climatizadas para que os professores possam desenvolver o seu trabalho. Também lutamos pela carreira dos professores, que gerou uma greve no ano passado. Esperamos que o governo discuta o projeto de Lei 12.777/2012 da carreira do docente para que ela possa ser atrativa para os docentes que virão”.
Pernambuco - Os docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Ufepe) reivindicaram por mais investimentos na educação, saúde e transporte público. A Associação dos Docentes da Ufepe (Adufepe) promoveu um dia de reflexão e ação. Os professores receberam a população na entrada do campus da universidade com panfletos sobre a pauta de reivindicações, com o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica e chamar a atenção para a pauta local dos docentes. Pela tarde, os docentes integraram outras mobilizações, em conjunto com as demais categorias.
Rio Grande do Sul - Os trabalhadores da cidade de Santa Maria realizaram uma marcha pelas ruas centrais da cidade, encerrando o dia de protestos do dia 11. A concentração e vigília foi realizada na praça Saldanha Marinho. Os manifestantes desceram pela Avenida Rio Branco e passaram em frente à sede da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), e vaiaram os concessionários em função da baixa qualidade do transporte e o preço elevado da tarifa. As faixas e as palavras de ordem proferidas por sindicalistas no carro de som destinavam de forma igualitária as críticas aos três níveis de governo: prefeito Cezar Schirmer (PMDB), governador Tarso Genro (PT) e presidente Dilma Rousseff (PT). Um dos temas de destaque da caminhada se referiu ao transporte coletivo.
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) produziu e entregou um “manifesto sobre o transporte coletivo”, dando ênfase a esta pauta. O professor Luiz Carlos Nascimento da Rosa, do comando de mobilização da Sedufsm, criticou duramente o governo Dilma, lembrando que em 2012, os professores das instituições federais fizeram uma greve de 118 dias em favor da carreira e de melhores condições de trabalho, mas não foram atendidos, tendo o governo fechado acordo com uma entidade “chapa branca”, o Proifes.
Espírito Santo - Docentes, estudantes e técnico-administrativos, além de outros trabalhadores, se concentraram na manhã do dia 11 em frente ao Teatro Universitário, no campus Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e produziram cartazes e faixas que foram utilizados no protesto que seguiu até a Assembleia Legislativa do estado. A manifestação, que reuniu várias categorias de trabalhadores e população, percorreu vias principais da capital e seguiu para o Palácio Anchieta. “Esse dia não termina hoje. Temos muitas lutas pela frente e precisamos estar unidos e fortes”, ressaltou o presidente da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto do alto de um dos carros de som estacionado em frente à Assembleia Legislativa do ES.
Bahia - A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) paralisou as atividades acadêmica e participou das passeatas em Feira de Santana e Salvador. Docentes da universidade e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana fizeram uma mobilização com panfletagem às 7h e seguiram para a BR 116 Norte às 9h, onde bloquearam o trânsito por uma hora. Mais tarde, o grupo seguiu para a concentração marcada em frente à Prefeitura Municipal para integrar às outras categorias. “Esse ato é vitorioso e apenas um ponto de partida das nossas lutas, pois quando a classe trabalhadora para, o Brasil para”, disse o coordenador da Adufs, Elson Moura.
A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (Apur), diversos sindicatos e movimentos percorreram as ruas da cidade de Cruz das Almas para reivindicar não só a pauta da categoria docente, mas de todos os trabalhadores e trabalhadoras. O ato reuniu cerca de 300 pessoas que pediam melhoria de qualidade de todos os serviços públicos.
Segundo o presidente da Apur, David Teixeira, a união de diversos setores de trabalhadores e trabalhadoras é de suma importância, pois é uma forma de unificar as reivindicações. “Hoje, Cruz das Almas deu uma grande demonstração da unidade dos trabalhadores. As pautas específicas das categorias são menosprezadas pela prática política do governo. E, quando estão unificadas, a gente consegue empurrar com maior força e exigir o cumprimento dessas pautas”, afirmou.
Os docentes da Universidade Estadual da Bahia (Aduneb) também participaram das atividades da capital baiana, que reuniu cerca de 3 mil trabalhadores. Vestindo camisetas laranja com palavras de ordem, os professores exigiram a atenção do governo do estado à educação pública.
Goiás - Os professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) integraram as manifestações realizadas no estado em 11 de julho, que reuniu cerca de 2.500 trabalhadores. Cinco rodovias federais foram interditadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Itapaci e Serranópolis e liberadas no início da tarde. Os manifestantes se reuniram na Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia, e seguiram para a Praça Cívica, com concentração em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede administrativa do governo do estado. No Campus da Cidade de Goiás, da UFG, os docentes também paralisaram as atividades neste dia 11.
No início da manhã, estudantes e professores da Universidade Estadual do Goiás (UEG) bloquearam a BR-060, que liga Goiânia e Brasília, e ocuparam a Reitoria da Universidade até o final da tarde. Organizado pelo Movimento Mobiliza UEG, a manifestação é contra a criminalização do movimento, depois que o Tribunal de Justiça de Goiás considerou a greve, que dura mais de 70 dias, ilegal, na última segunda-feira (8). Entre as principais reivindicações dos grevistas está a reforma nas unidades, a construção de restaurantes universitários, aumento do número de bolsas para alunos, reposição salarial para os professores, entre outras melhorias.
Rio Grande do Norte – Em Mossoró, cerca de 600 pessoas de vários sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais participaram da manifestação que percorreu diversas ruas do centro da cidade com cartazes, apitos e palavras de ordem. Os professores, técnico-administrativos e estudantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) participaram da paralisação e foram às ruas. Com faixas com os dizeres “Em defesa da Uern”, todos reivindicavam melhorias na infraestrutura da universidade, mais verbas, autonomia financeira, assistência estudantil digna, entre outras pautas.
A mobilização teve início na Praça do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, percorreu diversas ruas e chegou à Praça Rodolfo Fernandes (Praça do Pax). Para denunciar as condições precárias de infraestrutura da universidade, a Aduern produziu um vídeo com imagens e depoimentos de professores e estudantes da instituição. A primeira parte do vídeo “A Uern hoje”, que contempla o Campus Central da Universidade, foi exibida na última quarta-feira (10) no Centro de Convivência, como uma forma de mobilizar os segmentos.
Paraná - Os docentes, técnico-administrativos e estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) participaram de uma assembleia comunitária, realizada no pátio da Reitoria da universidade, para discutir sobre a atual conjuntura do país e o processo de Estatuinte da universidade. Pela tarde, a comunidade acadêmica se somou aos trabalhadores que integraram o ato público na Praça Rui Barbosa.
Os professores do Sindutf-pr – Sindicato dos Professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - também participaram de seminário e das manifestações realizadas no campus de Curitiba, juntamente com os docentes da UFPR, e dos protestos na Praça Rui Barbosa. 
No dia 11, foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Guarapuava para discutir passe livre e qualidade do transporte público coletivo, que reuniu mais de 30 entidades. Como resultado, um grupo de trabalho foi formado para analisar as planilhas de custos da concessionária do transporte público urbano em Guarapuava.
Também foi destacado que a audiência pública e a abertura das planilhas da concessionária foram resultado da força que o povo de Guarapuava mostrou nas ruas na manifestação do dia 22 de junho, que reuniu cerca de dez mil pessoas. Havia muitas bandeiras e reivindicações, mas uma bandeira unificou todas as demais, que foi a necessidade de se discutir o modelo da concessão pública do transporte coletivo. “Foi emblemático que, ao final das três passeatas, o povo se reunisse no terminal da Fonte e o tenha ocupado, para ali centralizar todas as manifestações”, afirmou a presidente da Adunicentro, Denny William da Silva.
Paraíba - Os docentes, técnico-administrativos e estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (Ufcg), por iniciativa da Associação dos Docentes da Ufcg (Adufcg), do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb/Ufcgt) e do DCE-Ufcg, fecharam o portão principal da universidade, fizeram panfletagem e obstruíram as avenidas em frente ao campus.
Em seguida os manifestantes seguiram em marcha para o centro da Cidade, percorrendo toda a Avenida Rodrigues Alves até a frente da Câmara de Vereadores. Em seguida, passaram pelo Parque do Povo e pela Avenida 13 de Maio até a Praça Clementino Procópio para encontrar os manifestantes de outras categorias que ocuparam o centro da cidade. De lá, o grupo percorreu as principais ruas do comércio local, fechando lojas e liberando os trabalhadores para acompanhar o protesto.
Piauí - Diversas categorias de trabalhadores, movimentos populares e estudantis se concentraram às 14 horas na Praça da Liberdade, em Teresina, e iniciaram a manifestação pelo centro da cidade. O protesto denunciou as péssimas condições dos serviços públicos e exigiu dos governos a redução do preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos, o fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias, fim dos leilões das reservas de petróleo, entre outros.
Os docentes e estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) estiveram presentes, e levaram as bandeiras de luta construídas pela Campanha #SOSUESPI. A passagem pelo Palácio de Karnak foi simbólica e denunciou o descaso do governo com a universidade, a falta de investimento e de prioridade com a educação. 
Santa Catarina - Os docentes da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) também participaram das mobilizações.
Maranhão - Os professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) paralisaram as atividades e participaram de atividades em conjunto com o DCE e demais trabalhadores da universidade.
Brasília - Docentes da Universidade de Brasília (UnB) paralisaram as atividades e participaram de ato público em conjunto com outras entidades do DF, que se concentrou na praça do Museu da República e seguiu para o Congresso Nacional, com parada em frente ao Ministério do Planejamento, cobrando a retomada das negociações com o servidores públicos federais e um ato em frente ao Ministério da Agricultura. Entre as pautas estava ainda a democratização das comunicações e a Reforma Agrária.
O
professor da UnB Carlos José participou da manifestação em Brasília, e destacou o papel dos profissionais da educação: “nesse momento em que, enfim, o povo parece estar acordando, todo o setor da educação tem um papel fundamental a desempenhar neste processo de mudança. Temos que estar aqui nos juntando às outras categorias, aos outros setores para aumentar ainda mais a pressão. E aqui em Brasília, em particular, como a gente está na frente do Congresso, é ainda mais importante e simbólico”.
A professora da UnB Liliane Machado avalia que os professores devem participar mais das mobilizações. “Este é o momento de a gente se integrar, com uma pauta bastante específica, que é a pauta da educação. Mas, claro, estamos junto com todos os trabalhadores, mas mirando as nossas questões que são as da greve: por uma carreira decente estruturada e por melhores condições de trabalho.”
Ceará - Os professores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da Universidade Federal do Ceará paralisaram as atividades e participaram de ato unificado com as demais centrais e movimentos sociais do Ceará.
Alagoas - Os docentes da Universidade Federal de Alagoas paralisaram as atividades e participaram de ato público na Praça do Centenário, no centro de Maceió.
Minas Gerais - Os professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade Federal de Uberlândia e do Sindicefet-MG, em Belo Horizonte, paralisaram as atividades e participaram das manifestações. Em Uberlândia, o ato foi concentrado no início da tarde na Praça Tubal Vilela, no centro, e os trabalhadores percorreram as principais ruas da cidade em direção à Prefeitura Municipal. Em Viçosa, a Aspuv entregou um documento à Reitoria, no qual solicita a reunificação dos calendários de graduação e pós graduação e participaram da marcha do Movimento “Viçosa que queremos”, no centro da cidade. Os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participaram de ato público à tarde na Câmara Municipal de Juiz de Fora.
* Com informações repassadas pelas Seções Sindicais, do Ninja, do portal G1.com, R7 e Infonet.
* Fotos das Seções Sindicais - Confira mais imagens na página do ANDES-SN no Facebook.