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19/07/2013
Atualizada: 19/07/2013 00:00:00



Data: 
19/07/2013

 


Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) devem discutir indicativo de greve na próxima assembleia da categoria, marcada para o próximo dia 6 de agosto. O indicativo de greve é motivado pelo corte de recursos para as universidades promovido pelo governo do estado do Paraná. Segundo o Sinduepg, os cortes atingem vários setores, como custeio e investimento, e impactam diretamente os cursos de pós-graduação, as horas extras dos servidores e agrava os problemas da falta de funcionários e de professores.

O governador Beto Richa (PSDB) cortou 100% dos recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP). Na UEPG, esta medida coloca em risco a garantia do funcionamento dos programas de pós-graduação. “O corte deve inviabilizar o funcionamento de muitos programas de pós-graduação no estado, considerando que apenas com o PROAP-Capes é praticamente impossível continuar a realizar as mesmas atividades sem prejuízos. Alguns cursos sequer recebem este apoio da Capes, o que significa ficar sem investimento algum”, relata Sérgio Luiz Gadini, coordenador do Mestrado em Jornalismo da UEPG.
A medida faz parte do decreto anunciado pelo governo do Paraná no dia 8 de julho, que corta R$ 200 milhões da verba de custeio. As medidas afetam as horas extras dos servidores, além de cortes nos gastos com energia, combustível, telefonia, viagens, material de consumo, limpeza e conservação, vigilância, entre outros serviços de terceiros. “O próprio governo anunciou que isso não iria prejudicar áreas essenciais como saúde ou educação. Isso revela que ou o governo mentiu ou não considera o Ensino superior como educação” pondera a presidente do Sinduepg, Jeaneth Stefaniak.


Funcionamento das universidades é prejudicado com corte de horas extras

No caso específico da UEPG, o Restaurante Universitário já não está mais funcionando no período noturno. Isto afeta a muitos estudantes de fora da cidade ou mesmo em intercâmbio que dependem diretamente do RU. “O governo Beto Richa não deu qualquer solução para suprir a demanda de trabalho que deixa de ser realizada sem as horas extraordinárias. Com isso, o acúmulo de trabalho só aumenta para quem fica e, em alguns casos, professores se sentem obrigados a realizar tarefas administrativas para tentar manter seus cursos funcionando”, comenta a vice-presidente do Sinduepg, Luciane Gross.
Para o Sinduepg, o problema do corte das horas extras está diretamente ligado ao baixo número de servidores das IEEs, já que na última década as universidades cresceram em número de cursos, alunos, porém a quantidade de funcionários – em alguns casos – reduziu. Isto obrigou os gestores a aumentar a carga de trabalho dos servidores através da ampliação das horas extras.


Demora na nomeação atrasa início das aulas e prejudica professores que esperam por vaga

Outro grave problema apontado pelo Sinduepg é a não contratação dos professores já aprovados em concurso público, o que chegou a causar o cancelamento do início das aulas do curso de Medicina na UEPG. Segundo o sindicato, com a falta de professores, muitos cursos precisam adaptar seus currículos a fim de garantir a continuidade deles, o que impacta na qualidade da formação dos estudantes, que não conseguem planejar suas atividades. “Além disso, isto prejudica o professor que, mesmo aprovado em concurso, não é chamado para assumir sua vaga. Há casos na UEPG do professor aprovado em concurso público, estar lecionando como colaborador e mesmo assim não mudar o regime de trabalho” completa Jeaneth Stefaniak, Presidente do Sinduepg.

Com edição do Andes-SN

 

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Fonte: Andes SN por Sinduepg - SSind

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