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20/07/2013
Atualizada: 20/07/2013 00:00:00


Data: 20/07/2013

 

 

 

 

 

 

 

 

Os balões deixados em frente à boate Kiss, local da tragédia que resultou na morte de 242 jovens de Santa Maria, simbolizam a solidariedade dos docentes na luta por justiça reivindicada incansavelmente pelos moradores da cidade. No início da noite desta sexta-feira (19), os professores deixaram o local do 58º Conad e seguiram em caminhada pelas ruas do centro de Santa Maria até a Kiss, momento em que fizeram um ato simbólico para manifestar apoio aos familiares das vítimas.

“O Andes-SN também está na luta por justiça e segurança, direito básico do cidadão. O poder público não pode sair ileso desta situação”, disse emocionada a presidente do Andes-SN, Marinalva Oliveira, ao reafirmar o apoio do Sindicato Nacional ao movimento dos familiares que clamam por justiça e responsabilização de todos os culpados pela tragédia. “Santa Maria luta para que os verdadeiros culpados sejam punidos. Sentimos um manto de impunidade”, complementou o presidente da Sedufsm, Rondon de Castro, que acrescentou: “não estamos aqui apenas pela tristeza, mas pela indignação. Os professores estão na rua para fazer com que a justiça seja feita”.

As dezenas de cartazes colocados no local demonstram a indignação da população e a disposição para lutar apesar da dor, com muitos dizeres, como: “Não houve fiscalização da prefeitura e estado” e “Nosso luto virou luta”.

Do luto à luta
Comovido com a atitude dos professores, o coordenador do Movimento Santa Maria do Luto à Luta e pai de uma das vítimas da tragédia, Flávio da Silva, agradeceu o apoio dado pelos docentes. “O que mais machuca são as atitudes que o poder Judiciário está tendo com o caso”, desabafou.

Na manhã deste sábado (20), os familiares se reúnem em vigília a partir das 8h30, que será realizada próxima à praça central. A data foi escolhida em referência ao Dia do Amigo, comemorado em 20 de julho. Também está prevista uma nova manifestação, momento em que os familiares se manifestarão contra as últimas decisões que responsabilizam apenas os bombeiros, resultando em impunidade para os agentes públicos. “Convocamos todos os pais, familiares e pessoas, direta ou indiretamente envolvidas, para participar deste momento importante para nós e, apesar das rasteiras que estamos levando do poder Judiciário e Ministério Público nessa blindagem aos agentes do poder público, vamos recorrer e não vamos cair, para que seja feita justiça pelo que aconteceu com os nossos filhos”.



Fonte: Andes SN

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