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27/07/2013
Atualizada: 27/07/2013 00:00:00



Data: 
25/07/2013


O pesquisador e sindicalista sul-africano Eddie Cottle afirmou em entrevista à agência Pulsar que o Brasil pode viver uma onda de desemprego em massa até a realização da Copa do Mundo de 2014. Cottle explica que até o início do evento, a maioria dos trabalhadores empregados em projetos e obras relacionados à Copa deverá ser cortada pelas empresas, gerando um “enorme desastre social, com centenas de milhares de operários desempregados”.

Eddie Cottle é dirigente da federação sindical internacional BWI, que congrega 328 sindicatos do setor de construção e extrativismo em 130 países. Ele coordenou uma campanha que, em julho de 2009, resultou na paralisação de cerca de 70 mil operários na construção dos estádios sul-africanos para a Copa de 2010. O sindicalista é autor do livro “Copa do Mundo da África do Sul: um legado para quem?”, cuja tradução para o português deverá ser lançada no Brasil em setembro.

Cottle avalia positivamente o papel dos sindicatos brasileiros e dá como exemplo o próprio setor da construção, que nos últimos dois anos conquistou aumento salarial de 10% e no acesso à alimentação na ordem de 70% e até 90%. O pesquisador acha, no entanto, que os sindicatos “não fizeram o suficiente” com relação às obras relacionadas à Copa do Mundo.

Eddie Cottle acredita que ainda há espaço até o fim do ano para que os sindicatos façam uma série de demandas específicas que forcem a Fifa a fazer concessões para o ano de 2014. 

 * Com edição do Andes-SN
* Foto: Antônio Cruz / Abr

Fonte: Andes SN por Agência Pulsar

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