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06/08/2013
Atualizada: 06/08/2013 00:00:00


Data: 06/08/2013


Unidade de saúde passará a ser gerida pela administração pública no prazo de 90 dias. Conquista inédita é fruto da mobilização dos trabalhadores


Depois de uma série de mobilizações, trabalhadores do Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri, na zona oeste de São Paulo, conseguiram fazer com que a Prefeitura se comprometa a retomar a administração da unidade de saúde. O ambulatório é administrado há quase dois anos pela Organização Social da Saúde (OSs) da Fundação Faculdade de Medicina da USP (FFM).

Em reunião no dia 26 de julho, com a participação dos 94 servidores da administração direta, os trabalhadores decidiram cruzar os braços a partir do dia 29 do mesmo mês. Para impedir a greve, a prefeitura anunciou, no mesmo dia, que romperia o contrato de administração da terceirizada no prazo de 90 dias.

“É um momento histórico para a gente. Desde quando as OSs foram implantadas no município de São Paulo, é a primeira vez que conseguimos fazer com que uma mobilização dos trabalhadores demonstrasse como não fazia sentido uma terceirizada ser responsável pela administração de um serviço público”, diz o coordenador regional do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), João Gabriel.

O sindicalista afirma que, neste tempo em que esteve sob administração da terceirizada, o ambulatório passou por sucateamento, que foi desde a falta de recursos humanos até a ausência de materiais para atendimentos adequados. “A unidade não colocou nenhum profissional da área médica. Todos os profissionais que eles trouxeram eram profissionais técnico-administrativos, e o único objetivo deles era fazer numeração de dados. A população não percebia a manobra e ficava submetida a um atendimento de fachada”, explica.

Com a conquista, o sindicato ressalta que novos caminhos poderão ser abertos para o fim das privatizações nos serviços públicos. “O exemplo e o momento devem ficar como instrumento de motivação. Organizemos mais e mais companheiros para extinguirmos esse modelo de gestão e parceria com as Organizações Sociais”, disse em nota o Sindsep.

 

* Com edição do Andes-SN

 

* Charge retirada do site da Frente Contra a Privatização da Saúde

 

Fonte: Andes SN por Brasil de Fato

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