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13/08/2013
Atualizada: 13/08/2013 00:00:00



Data: 
13/08/2013

 

Estudantes do campus de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão acampados há uma semana na Reitoria, em Cuiabá, para reivindicar ensino de qualidade. Os alunos prometem parar o Protocolo da universidade caso a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder não faça um acordo consistente até esta terça-feira (13).


“O Protocolo é o coração da instituição”, justifica o presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFMT (DCE) em Sinop, Miller Júnior, que acrescenta: “precisamos ser ouvidos”. Segundo o estudante, apesar de o diálogo com a Reitoria ter avançado na semana da ocupação, não foi o suficiente para que os alunos voltassem para casa.
Os estudantes insistem em garantir a ampliação da biblioteca, que hoje não comporta nem 100 alunos em um universo de 3 mil, e cobram a estruturação da fazenda experimental, já que boa parte dos cursos da UFMT em Sinop são da área rural.

Segundo os manifestantes, a construção do complexo esportivo também é importante, tanto quanto a efetivação de um psicólogo. As duas pautas vão à direção da garantia de saúde física e emocional aos alunos. Além destes pontos, uma das reivindicações mais importantes é a contratação de técnico-administrativos e professores.


“Há muitas turmas sem aula e, além disso, a gente tem que andar pelos corredores para procurar sala de aula vazia. Quando não encontra, a aula é suspensa”, afirma a estudante de Engenharia Agrícola, Jane Vielma. A Reitoria promete dobrar o tamanho da biblioteca, mas, para os alunos, isso não resolve: “já tem um quadrado lá, não queremos dois quadrados, primeiro porque não atenderão aos 3 mil alunos, segundo porque se trata de uma obra sem qualquer planejamento específico”, reclama Jane.


A Reitoria afirma ainda que o hospital veterinário, que foi construído e nunca funcionou, será aberto em 60 dias. Os estudantes estão desconfiados de que a promessa não será cumprida. Sobre a fazenda experimental, a posse da terra está avançando e este é um bom sinal, conforme os estudantes.


Entre outros pontos da pauta estão: a criação de laboratórios de informática, de um centro de vivência, a compra de material para equipar os laboratórios de química e física, assim como a compra produtos usados nas aulas, e licitação para uma empresa de fotocópias atuar no campus Sinop. Outro apelo é pela contratação de uma assistente social para que seja feita melhor distribuição de benefícios, porque, segundo os estudantes, há alunos em Sinop que não precisam e são ajudados com bolsa, e os que realmente precisam não são contemplados.


Para o presidente do DCE, já dá para comemorar vários avanços conquistados pelo movimento, “mas os estudantes não têm ainda como levantar acampamento e voltar para um campus onde quase nada funciona direito”. A Assessoria da Adufmat, Seção Sindical do Andes-SN, tentou falar com o vice-reitor da UFMT, João Carlos de Souza Maia, que semana passada concedeu entrevista sobre o assunto, mas não conseguiu contato.


O presidente da Adufmat, Carlos Roberto Sanches, afirma que a luta dos estudantes é muito positiva, porque expõe a realidade mais dura das universidades federais, sobretudo dos campi que ficam escondidos e enfrentam dificuldades trágicas para formação dos jovens brasileiros.

* Com edição do ANndes SN

Fonte: Andes SN por Adufmat Seção Sindical

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