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17/08/2013
Atualizada: 17/08/2013 00:00:00


 

A diretora de Política Cultural da Associação dos Docentes da Universidade Federal (Adufal), professora Ângela Brito e a associada da entidade, professora Clara Suassuna Fernandes, vão proferir palestra na III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial a ser realizada nesta segunda (19) e terça-feira (20), no auditório Virgílio Loureiro, no Centro Cultural Ruth Cardoso.

As duas professoras atuam no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Ufal (Neab/Ufal). Clara Suassuna é coordenadora do Núcleo e vai fazer a apresentação do tema Políticas de Igualdade Racial no Estado e no Brasil: Avanços e Desafios. Ângela Brito, participante do movimento negro há mais de 50 anos, falará sobre a Participação Política e Controle Social: Igualdade Racial nos espaços de decisão; mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de igualdade racial.

Os dois temas fazem parte da mesa temática que abordará os quatro eixos de discussão da conferência. Coordenada pelo superintendente de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Diretos Humanos, Geraldo Majella, a mesa  será instalada às 9h30 do dia 20.  (veja abaixo a programação completa do evento)

Para a professora Ângela Brito, as conferências realizadas nas distintas instâncias em todo o Brasil são instrumentos que permitem a participação  ampliada da população negra na concepção, execução e acompanhamento das políticas públicas - mecanismos de inclusão social e racial, na reparação  da discriminação sofrida ao longo do processo histórico.

“A  Constituição Federal de 1988 reconhece a organização e participação social como direitos e valores a serem garantidos e fomentados nas diversas áreas como saúde, educação cultura, direitos humanos, dentre outras”, observa Ângela Brito que pretende, em sua palestra, estabelecer um diálogo sobre os limites e possibilidades do exercício do controle social no Brasil, “Para efetivar o exercício do controle social é essencial que haja conscientização e participação da sociedade civil”, considera.

Como exemplo de política pública exercida com controle social ela cita as ações afirmativas das cotas raciais para o ingresso nos cursos da Ufal, implantada há 10 anos na instituição. “Essa é uma forma de responder à sociedade por uma educação de qualidade com equidade: os candidatos a vagas na universidade competem da mesma forma que os demais, porém, com reserva de 20%  das vagas totais. É uma política de reparação”.

Outro exemplo citado pela professora é a política nacional de saúde integral da população negra que foi estabelecida além do campo da biologia, levando em conta a religião, a ecologia e o racismo como determinante social. Segundo ela, essa foi uma intervenção direta do movimento negro junto ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

“Para complementar essas ações, conseguimos fazer com que a Ufal passasse a ofertar a disciplina Saúde da População Negra nos cursos de medicina, enfermagem, ciências sociais, jornalismo, educação física, nutrição, entre outros”, lembra.

Realizadores do evento - Promovido pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e organizado pela Superintendência de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos, com vista a cumprir à promoção da igualdade racial e atendendo ao Conselho Nacional e à Seppir, órgão ligado à Presidência da República.

O evento, etapa preparatória para a conferência nacional a ser realizada nos dias 5, 6 e 7 de novembro, em Brasília, tem como propósito propor, avaliar e discutir os avanços e desafios da política estadual em defesa dos direitos de todas as etnias vulneráveis ao preconceito racial, social, cultural, religioso e todas as formas de intolerância.

Assessoria de Comunicação da Adufal

Lucia Rocha M T E 679

Tel. 82 3241 1880

 

 

Fonte: Ascom da Adufal

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