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29/08/2013
Atualizada: 29/08/2013 00:00:00


Data: 29/08/2013

 



Bloco de lutas quer investigação de gravação veiculada na imprensa em que o presidente do PMDB e ex-procurador da Câmara, Robson Zinn, faz acusações contra o presidente da Câmara, Marcelo Bisogno, e contra o ex-secretário do governo, Giovani Mânica


Na tarde da terça-feira (27), sete meses após a tragédia da boate Kiss que resultou na morte de 242 pessoas, familiares de vítimas do incêndio e integrantes do Bloco de Lutas de Santa Maria (RS) fizeram um protesto durante sessão na Câmara de Vereadores. O motivo da manifestação foi o fato de ter sido veiculado nos jornais de final de semana e, também nesta terça-feira (27), uma gravação em que o presidente do PMDB e ex-procurador da Câmara, Robson Zinn, faz acusações contra o presidente da Câmara, Marcelo Bisogno, e especialmente contra o ex-secretário do governo Cezar Schirmer, Giovani Mânica. Durante os discursos dos parlamentares, alguns governistas eram vaiados e na fala dos de oposição, os gritos eram de “CPI já!”.

Durante a sessão plenária, após uma reunião dos partidos de oposição, o líder do bloco, vereador Werner Rempel (PPL), solicitou à Presidência da Casa que seja enviado um requerimento à Polícia Civil para que a instituição forneça uma cópia da gravação entregue aos delegados pelo Movimento Santa Maria do Luto à Luta, e que trata das declarações do presidente do PMDB que foram obtidas sem que Zinn soubesse que estava sendo gravado. Nas declarações ele reclama, por exemplo, da falta de apoio do prefeito Cezar Schirmer a partir do momento em que foi decidida a exoneração dele da função de procurador da Câmara.

Vergonha

O vereador Daniel Diniz (PT) usou seu espaço na tribuna para criticar o conteúdo da gravação divulgado pela imprensa. Segundo ele, a cada dia o “Legislativo fica mais envergonhado”. Ele criticou enfaticamente a postura de Robson Zinn. “Cadê a postura do presidente de um partido como o PMDB? Cadê a postura de um ex-procurador da Casa?”.

Falando pelo Democratas (DEM), partido que integra a base do governo municipal, o vereador Manoel Badke destacou que é preciso que seja conhecido, na íntegra, o teor de gravações. Porém, considerou que outras questões graves que estão acontecendo também precisam ser averiguadas, citando como exemplo, notícias divulgadas pela imprensa, segundo as quais, os sobreviventes da tragédia de Kiss estariam tendo dificuldade de acesso a medicamentos junto à 4ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Também coube ao vereador Manoel Badke, que atualmente ocupa a função de ouvidor no Legislativo, informar sobre o pedido de familiares da tragédia, que requereram que seja instalada uma subcomissão de ética e decoro parlamentar para analisar a conduta dos três vereadores que coordenaram a CPI da Kiss: Maria de Lourdes Castro (PMDB), Sandra Rebelato (PP) e Tavores Fernandes (DEM).

Badke confirmou que, juridicamente, o pedido está correto e que agora caberá aos membros da subcomissão - coronel Vargas (PSDB), presidente; Werner Rempel (PPL), relator; e Sérgio Cechin (PP), revisor- chamar todos os envolvidos, para depois encaminhar um relatório à Comissão de Constituição e Justiça, que avalia se arquiva ou se envia para decisão do plenário do Legislativo.

* Com edição do Andes-SN

* Fotos: Fritz R. Nunes

 

 

 

Fonte: Andes SN por Sedufsm ? Seção Sindical

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