20/10/2013
Atualizada: 20/10/2013 00:00:00

Docentes das Ipes conseguem audiência pública na Assembleia Legislativa de SP
O grupo denominado “Docência e Qualidade”, formado por professores de Instituições Particulares de Ensino Superior (Ipes) de São Paulo, conseguiu, com o apoio do escritório Regional SP do Andes-SN, pautar a realização de uma audiência pública na Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa da capital paulista.
Com o tema “Regulação das Instituições de Ensino Superior Privado e Iniciativas para impedir o desrespeito aos direitos trabalhistas dos professores e ao direito do aluno à Educação de qualidade”, a audiência acontece na próxima terça-feira (23). “Essa é uma luta para colocar em evidência as consequências da crescente privatização do Ensino Superior, que tem reflexos também sobre a Educação Pública, em todos os níveis”, comenta diretora da Regional SP do Andes-SN, Lighia Matsushigue, que vem acompanhando as reuniões dos docentes, tanto na Alesp quanto em outros espaços.
Segundo Lighia, o grupo é constituído por professores que já foram demitidos sem justa causa e sem receberem seus direitos trabalhistas de Instituições Particulares e que nos diversos encontros, relataram a rápida deterioração, adicional, das condições de trabalho no setor das Ipes, principalmente após as fusões no mercado de ensino superior nos últimos dois anos.
No documento “As condições do trabalho docente no cenário de expansão da rede privada de ensino superior”, o grupo observa que com a compra da FMU, anunciada oficialmente no início do mês de setembro, os cinco maiores grupos educacionais do Brasil passam a ter 33,1% do mercado de ensino superior, um recorde histórico. Desse modo, o processo de fusão e compra, que acelerou enormemente nos últimos 3 a 5 anos entre empresas responsáveis pelas IES, vem concentrando as vagas e empregos nas mãos de poucos empresários.
Os docentes ressaltam que a abertura de capital de várias dessas empresas na Bolsa de Valores representa um perigo adicional, pois o bom empenho das ações sobrepuja qualquer consideração quanto à qualidade da educação oferecida. Várias são as consequências danosas dessa situação, que vem se somar a uma realidade educacional já imprópria, e sem análogo no cenário mundial, no que se refere à prevalência de instituições privadas lucrativas. Confira aqui.