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22/10/2013
Atualizada: 22/10/2013 00:00:00


 

Data: 21/10/2013

 

Em assembleia realizada no último dia 15, os docentes da Adusp, Seção Sindical do Andes-SN, tomou uma série de decisões estratégicas para a continuidade da luta em prol da efetiva democratização da USP, e aprovaram período de mobilização entre 16 e 26 de outubro, com os eixos Estatuinte Livre, democrática e soberana; eleições diretas e paritária para reitor (a); somos todos Each!, além de paralisação nesta quarta-feira (23). 
 
Também foi constituída uma comissão de mobilização, que planejou uma série de atividades. Entre elas, está a realização de um debate nesta terça-feira (22), com o tema “Democracia, Participação e Relações de Poder”; paralisação nesta quarta (23), com ato na Each às 15h; e debate na próxima sexta-feira (25), com o tema “O que é Estatuinte?”.
 
A assembleia do último dia 15 deliberou ainda pelo repúdio às iniciativas da Reitoria de solicitação de reintegração de posse no campus Butantã e na Each; pela manifestação de solidariedade ao juiz Adriano Laroca, que rejeitou a liminar de reintegração de posse pedida pela Reitoria – depois aceita pelo Tribunal de Justiça, ainda que concedendo dois meses para a saída dos estudantes –; e a revogação da Portaria GR-6.351, de 16 de setembro de 2013, que centraliza na Vice-Reitoria Executiva de Administração (VREA) decisões de despesas com viagens nacionais e internacionais, diárias e auxílios. 
 
A Adusp ressalta que é fundamental que, ao longo da semana, sejam realizadas atividades em cada unidade, além de assembleias setoriais para preparar a assembleia geral da próxima quinta-feira (24). 
 
Estudantes

Na manhã desta segunda-feira (21), a Agência Estado informou que, 20 dias após o início da greve e ocupação da sede da Reitoria, os estudantes foram convocados para a primeira reunião de negociação com a administração da universidade. Segundo a reportagem, os alunos apresentarão a pauta de reivindicação deliberada nas assembleias gerais e de cursos. As principais propostas estão relacionadas à estrutura de poder da universidade, como as eleições diretas para a Reitoria, diretorias de unidades e chefes de departamento, fim da lista tríplice – que permite a intervenção do governador na escolha da Reitoria – e abertura de um processo de estatuinte livre, soberana e democrática. 
 
De acordo com a Agência Estado, para que o processo de negociação seja bem sucedido, os estudantes querem que não haja punição pela ocupação da sede da Reitoria, o cancelamento das deliberações do Conselho Universitário que aprovou o modelo do processo eleitoral e a própria suspensão do pleito, que já conta com quatro candidatos inscritos.
 
Para a diretora do Diretório Central dos Estudantes, Luisa D‘Ávola, a sinalização pela negociação é um reconhecimento formal da legitimidade do movimento grevista. "Rodas foi intransigente até agora com o movimento, mas foi derrotado inclusive na Justiça", disse à Agência Estado, em referencia à negativa dada ao pedido de reintegração de posse. Pela decisão judicial, a polícia não poderá retirar os estudantes do local até o dia 14 de dezembro (as eleições estão marcadas para o dia 19).
 
A Agência Estado afirma ainda que, segundo a diretora do DCE, a expectativa é que a Comissão de professores tenha disposição de instalar um processo de negociação de fato. "A nossa greve está crescendo e, diante desta reivindicação justa por mais democracia na USP que dura muitos anos, quem deve se preocupar com enrolações é o atual reitor, os novos candidatos à Reitoria e o governador Geraldo Alckmin", concluiu à reportagem. 
 
Segundo a Agência Estado, o Comando de Greve pretende colocar na pauta também a implementação de cotas raciais, devolução de dois prédios para moradia estudantil e o fim do convênio da USP com a Polícia Militar.
 
Presidida pelo chefe do Gabinete do Reitor, Alberto Carlos Amadio, a Comissão é formada pelos docentes José Carlos Maldonado (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), Margarida Maria Krohling Kunsch (Escola de Comunicações e Artes), Sérgio França Adorno de Abreu (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), Waldyr Antonio Jorge (Superintendência de Assistência Social) e Welington Braz Carvalho Delitti (Superintendência de Gestão Ambiental).
 
A greve iniciada no dia 1º de outubro já foi referendada em pelo menos 35 cursos da USP em São Paulo, além da paralisação em Piracicaba. No sábado (19), a Tropa de Choque retirou os estudantes que estavam ocupando a administração da USP Leste desde o início do mês.
 
Each
O reitor da USP, João Grandino Rodas, desatendeu à convocação da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para que prestasse, no último dia 16, esclarecimentos sobre o processo de criminalização e perseguição que teria sido promovido pela Reitoria contra estudantes, funcionários e professores, assim como denúncias de improbidade administrativa nos anos 2009 a 2011, que deram origem à ação movida pelo Ministério Público do Estado, veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo, em 11 de setembro de 2013. 
 
Nesta quarta-feira (23), a Alesp realizará uma nova audiência pública, com o mesmo caráter, no campus do Butantã, para proceder à oitiva do reitor Rodas. No próximo dia 29, terça-feira, será realizada na Alesp audiência pública conjunta das Comissões de Educação e Cultura e Meio-Ambiente para debater a grave situação ambiental na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each). Entre os convocados estão a Cetesb e a Reitoria. 
 
* Com informações da Adusp – Seção Sindical do Andes-SN - e da Agência Estado

 

Fonte: Andes SN

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