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07/11/2013
Atualizada: 07/11/2013 00:00:00


Data: 06/11/2013

 


 

Os estudantes que ocupam a reitoria da USP desde 1° de outubro e as entidades sindicais que os apoiam, entre eles a Adusp – Seção Sindical do Andes-SN – e o Sintusp, convocam militantes, ativistas, o movimento sindical e a comunidade acadêmica para uma vigília de resistência. Na segunda-feira (4), foi expedida ordem de reintegração de posse do local que pode ser cumprida a qualquer momento. 
 
“Essa reintegração de posse é absurda”, afirma Magno Carvalho, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e membro Sintusp. A reintegração de posse foi expedida no momento em que a comissão de estudantes e a comissão da reitoria estão prestes a fechar um acordo. “Essa atitude é bem típica do reitor e, agora, estamos com mandado de reintegração no momento em que as negociações estão caminhando para uma conclusão amanhã”, acrescenta.
 
O DCE da USP manifestou repúdio à decisão judicial na segunda-feira (4), em sua página na internet. De acordo com o Diretório, a reitoria perdeu o pedido de reintegração de posse duas vezes na Justiça. “Já na primeira semana da ocupação, em primeira instância, o juiz deu parecer amplamente favorável aos estudantes e à legitimidade de seu movimento. No dia 15/10, no Tribunal de Justiça (TJ), instância superior, o desembargador concedeu 60 dias para que a desocupação fosse realizada por meio de um processo de diálogo. Semanas atrás, após a resolução do TJ, a reitoria da USP entrou com mandato de segurança, buscando reduzir o prazo estipulado pela Justiça. Agora, tal pedido é aceito”, relata o DCE.
 
“Considerando o caráter legítimo, político e democrático de nosso movimento, bem como o atual estágio do processo de negociação, consideramos que a decisão da Justiça não deverá ser concretizada. Hoje [4] mesmo, por exemplo, o Comando de Greve Estudantil indicou a aprovação do atual termo de acordo entre estudantes e reitoria, e a decisão final sobre o tema será realizada já na quarta-feira [6], às 18h, no prédio de História. É papel da própria universidade interceder nesse sentido”, acrescenta o DCE, que afirma ainda que, no dia 5, os advogados do Diretório comunicariam a Justiça sobre a atual situação da negociação, solicitando nova audiência de conciliação entre reitoria e estudantes, negando a reintegração de posse. 
 
“Caso a disposição da reitoria e da Justiça não seja essa, os estudantes não titubearão em resistir ao que será mais uma demonstração de truculência e autoritarismo por parte da reitoria e do governo do Estado. Não iremos admitir nenhuma repressão ou reintegração de posse. Não iremos admitir nenhum golpe da reitoria em meio ao processo de negociação. Chamamos a que toda universidade e a sociedade se levantem em nome da democracia, do diálogo e do direito dos estudantes em se manifestar”, ressalta o DCE.
 
Uma nova reunião entre a comissão de estudantes e da reitoria para tratar a greve está prevista para a manhã desta quarta-feira (6). Ao final da tarde, haverá assembleias com os estudantes para discutir a proposta. De acordo com Magno, na rodada de negociação entre as partes, na quinta-feira da última semana, 31 de outubro, foi apresentada uma proposta com várias melhorias nos pontos das reivindicações dos estudantes. Com o avanço nas negociações, o comando de greve dos estudantes apontou para o fechamento do acordo, que será apresentado nas assembleias desta quarta.
 
“Convocamos os estudantes: estejam na assembleia geral de quarta. Será neste espaço que poderemos decidir, com autonomia, os rumos que queremos e temos direito a dar ao nosso movimento. Em particular, o DCE acredita que temos a grande oportunidade, nesse momento, de consolidar nossas conquistas e ter um desfecho vitorioso ao movimento. E a luta se ampliará no próximo período”, conclui o DCE. 
 
Curso de Letras
Em assembleia nesta terça-feira (5), estudantes do curso de Letras deliberaram pela continuidade da greve até a assembleia desta quarta-feira (6), e indica posição favorável a que todos os alunos saiam da greve e da ocupação da reitoria, assinando o termo de acordo do dia 31 de outubro. A posição é a mesma deliberada em reunião do comando de greve estudantil realizado na última segunda (4). 
 
“O DCE indica que a mesma decisão tomada pelos estudantes da Letras e pelo comando de greve possa ser incorporada nos demais cursos. Esta é a verdadeira resposta política que os estudantes podem dar à ameaça de reintegração de posse. Não admitiremos o uso da força policial no momento em que as negociações em curso entre reitoria e estudantes chegam aos seus termos finais e o parecer dos estudantes é pela assinatura do termo de 31 de outubro”, afirma o Diretório em sua página na internet. 
 
Ocupação

A reitoria da USP foi ocupada após ato de estudantes e trabalhadores, que exigiam que o Conselho Universitário, que discutia democracia na universidade, fosse aberto à comunidade acadêmica. No entanto, o reitor Grandino Rodas não permitiu que os alunos entrassem na sala do Conselho Universitário. Em resposta, eles ocuparam a reitoria e, no mesmo dia, chamaram uma assembleia para decidir as pautas, entre elas, eleições diretas e paritárias para reitor, vice-reitor, diretores e chefes de departamentos, fim da lista tríplice, Estatuinte livre, democrática e soberana e dissolução do Conselho Universitário. Além disso, a assembleia geral aprovou greve geral dos estudantes da USP. Atualmente, são mais de 30 cursos paralisados.
 
* Com informações da CSP-Conlutas e do DCE Livre da USP

 

* Imagem retirada do site da CSP-Conlutas

Fonte: Andes SN

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