12/11/2013
Atualizada: 12/11/2013 00:00:00
Em greve há mais de um mês, estudantes prometem parar Avenida Paulista em manifestação nesta terça-feira (12)

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizam, a partir das 16 horas desta terça-feira (12), ato pela reabertura de negociações com a reitoria. Nesta madrugada, a Polícia Militar interrompeu a ocupação estudantil na reitoria da USP, iniciada em 1º de outubro.
Além de manifestar posição contrária à reintegração de posse, os estudantes também são contra a punição dos alunos. O ato se concentrará na Praça do Ciclista e seguirá até a Rua Itapeva, local do Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp), onde são realizadas as reuniões de negociação com a reitoria. Na página do facebook USP Greve, os estudantes prometem parar a Avenida Paulista “para pressionar o Rodas e a reitoria da USP para que cedam às nossas pautas”. Entre elas, a Diretas Já – eleições paritárias para reitor e diretores de unidade; estatuinte livre, soberana e democrática; abaixo a repressão – Fora PM; cotas já; transformação dos Blocos K e L, do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp), em moradia estudantil; e reajuste do valor das bolsas estudantis.
Segundo o Uol Educação, um grupo com cerca de 50 policiais da Tropa de Choque entrou na reitoria da USP local por volta das 5h. Durante a ação, o prédio foi completamente cercado pela Tropa de Choque para impedir a entrada de estudantes. Por volta das 7h15, a Tropa de Choque já havia deixado os arredores do prédio da reitoria.
O estudante Pedro Serrano, um dos diretores do DCE, afirmou ao UOL que cerca de100 estudantes faziam uma vigília do lado de fora do prédio para evitar que algum aluno fosse detido. Ao ver a aproximação da polícia, no entanto, os estudantes saíram pacificamente, sem oferecer resistência.
Nesta segunda-feira (11), o DCE da USP se manifestou em sua página na internet sobre a autorização da reintegração de posse por parte do reitor. “Após semanas de negociação, o reitor mais uma vez demonstrou sua sanha autoritária e repressiva. Com essa medida, evidentemente, Rodas aumentou ainda mais a indignação dos estudantes. O despacho do Tribunal de Justiça de São Paulo deixa claro: cabe ao próprio reitor da USP a autorização para que a polícia entre no campus”.
“O DCE considera absolutamente inadmissível o uso da força policial dentro da USP. Universidade, para nós, é espaço de diálogo, debate entre ideias e democracia. Em nenhuma hipótese o uso da força pode ser justificado, muito menos em meio a um processo de mobilização legítima dos estudantes e de negociação”, acrescenta.
O Diretório afirma ainda que, na última semana, manifestou publicamente seu posicionamento na assembleia geral de estudantes, no qual defendeu o encerramento da greve e da ocupação. No entanto, a maioria dos estudantes que participou da assembleia do último dia 6 optou pela continuidade da greve e da ocupação.
“Nesta situação, primeiramente, o DCE deixa claro que a principal culpada pela situação é a reitoria da USP, que insistiu no Mandado de Segurança na Justiça mesmo em meio às negociações. E exigimos que nenhuma repressão policial ocorra dentro da universidade. Seguiremos lutando pelas vitórias do movimento, defendendo a necessidade de que nossa greve e ocupação, em seus atuais estágios, possam ter conquistas para os estudantes e se encerrar de maneira vitoriosa. Esse é o nosso compromisso”, conclui.
Adusp realiza assembleia geral
Nesta quarta-feira (13), às 17h, a Adusp realiza assembleia geral, com as pautas: consulta para reitor e vice-reitor (a): o que fazer?; e avaliação do movimento e encaminhamentos.
Em assembleia no último dia 7, os docentes deliberaram pela manutenção do estado de Assembleia Geral (AG) permanente.
* Com informações do DCE da USP e Uol
* Foto: Hélvio Romero/AE