16/04/2015
Atualizada: 16/04/2015 00:00:00

Os docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizaram uma paralisação na terça-feira (14) contra a proposta do governo estadual de modificações na previdência dos servidores. Os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Uepg) realizarão paralisação na quinta-feira (16).
As mudanças na previdência já haviam sido responsáveis pela greve das universidades estaduais e de muitas outras categorias do funcionalismo público estadual do Paraná, que ocorreu nos meses de fevereiro e março desse ano. O recuo do governo em retirar R$8 bilhões da previdência para suprir problemas financeiros foi um dos pontos fundamentais, à época, para o fim das greves.
No entanto, o governo estadual apresentou na última semana à Assembleia Legislativa uma nova proposta de modificação na previdência. Ao invés de retirar os R$8 bilhões de uma só vez, Beto Richa quer sacar R$ 140 milhões mensalmente. Para tal, o governo propõe que 33 mil servidores públicos estaduais aposentados deixem de receber diretamente do caixa do estado para ganharem seus proventos a partir do próprio fundo previdenciário.
Na prática, a medida, se aprovada, transfere dinheiro dos aposentados para o caixa do governo – diminuindo o fundo previdenciário daqueles servidores que ainda não se aposentaram e que, no momento, é superavitário. Não há qualquer contrapartida do estado ao fundo prevista no projeto de Beto Richa. Há ainda a proposta de criação de um fundo de pensão, aos moldes do Funpresp, para os novos servidores estaduais.
Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN, afirma que, ao contrário do acordado ao final da greve, o governo estadual não convidou os professores universitários a discutir as modificações. Além disso, segundo ela, o governo não quer aceitar as divergências colocadas pelas seções sindicais do Andes-SN.
“Com essa proposta, o governo vai diminuir a vida útil do fundo e não vai investir mais dinheiro na previdência. Queremos saber de onde vai sair o dinheiro para um aporte”, afirma a docente. Segundo Mary, no sábado (18) haverá reunião dos docentes das universidades estaduais para discutir a mobilização contra o projeto, e será debatida, inclusive, a possibilidade de construção de uma nova greve nas universidades estaduais paranaenses.