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19/10/2017
Atualizada: 19/10/2017 00:00:00

Ascom Adufal

A 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas ocorreu em Maceió entre os dias 29 e 8 de outubro. E, como na última edição, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) participou do evento, tendo um estande no local, com a intenção de estreitar ainda mais os laços com os/as docentes e a sociedade alagoana em geral. Além de uma série de serviços oferecidas aos/as docentes, a Associação ainda promoveu mesas-redondas sobre assuntos pertinentes ao atual momento político vivido pelo país e de relevância ao/a trabalhor/a.

A Adufal elaborou uma vasta programação, desde o primeiro dia da Bienal, com palestras, bate-papos com autores, espaços de convivência, atualização cadastral para os/as docentes/as, filiações, assessoramento judicial e distribuição de materiais gráficos da entidade. Na oportunidade, ainda foi lançada a Revista Adufal - edição especial da Bienal. 

Na manhã do dia 30 de setembro aconteceu a primeira mesa-redonda realizada pela entidade, em parceria com o Sintufal e Sintietfal, com o tema: “As medidas de ajuste fiscal e seus impactos nos serviços públicos”. A mesa foi composta pela professora de economia da Ufal, Luciana Caetano, representando a Adufal; Davi Menezes, pelo Sintufal e Fabiano Duarte pelo Sintietfal. O debate ainda teve como mediador da mesa, o professor e secretário geral da Associação, Jorge Eduardo. 

Para a professora Luciana Caetano, ter um tema como este sendo abordado na Bienal é de fundamental importância para que os ataques aos direitos da população pelo governo ilegítimo de Michel Temer sejam combatidos com a união da classe trabalhadora. “Ter um espaço de discussão para dialogar com a sociedade e juntar representantes de movimentos sindicais e debater os efeitos da austeridade fiscal sobre a educação e outros setores é muito importante. É preciso que a população conheça e tome seu lugar de protagonista nesta retomada dos direitos”, explicou.

Já no dia 03, a mesa-redonda organizada pela Adufal foi: “Contrarreformas, estado mínimo e desmonte das universidades públicas”. Henrique Cahet, diretor da Adufal e Celi Taffarel, da UFBA, foram os debatadores da mesa. Os docentes fizeram um apanhando teorico para contextualizar a conjuntura política do país e levaram os/as presentes para uma reflexão sobre como participar da luta política brasileira. 

"Não vim aqui para participar de devaneios intelectuais, que não levam a nada. A meu ver, nossa reflexão deve estar relacionada à estretégias e táticas que nos faça pensar numa sociedade mais justa", argumentou a docente.  

Finalizando as mesas organizadas pela instituição, no dia 6 houve um debate sobre o ‘assédio moral no trabalho e adoecimento docente‘, com uma mesa composta pela juíza do Trabalho, Alda de Barros Araújo, a professora da Ufal, Ruth Vasconcelos  e do professor Anderson Santos, Ufal / Santana do Ipanema, que apresentou uma pesquisa desenvolvida com os/as docentes sobre a Síndrome de Burnout. Nela, o pesquisador mostrou que elevados níveis de dedicação ao trabalho acarreta graves riscos à saúde do/a trabalhador/a.

Para Santos, discutir esse assunto é sempre importante e diz respeito a qualquer categoria de trabalho. “É um tema relevante porque a qualidade de trabalhos piorou ao longo dos anos para todos e falar desse tema sempre foi importante, ainda mais agora com a quantidade de ataques que o trabalhador vem recebendo pelo governo”, disse o docente.

A Adufal ainda promoveu um bate-papo, com o professor Rubens Casara, autor do livro: "Estado pós-democrático", no próprio estande da entidade, onde todos que estavam visitando a Bienal puderam participar da conversa. O tema do bate papo foi: "O Brasil no pós-golpe". A atividade foi realizada em pareceria com o Sintufal e o do coletivo de ‘Juizes pela democracia‘. 

Para a presidenta da Adufal, Ana Maria Vergne, a entidade pôde produzir espaços onde questões políticas pertinentes à população pudessem ser pautadas.  “Ficamos muito felizes em poder participar deste espaço de disseminação e troca de saberes. Faz muito sentido pra nós, enquanto Associação Docente, se envolver nesse processo, que é tão importante para a cultura alagoana, sobretudo no aspecto da produção de conhecimento, fruto de nossos trabalhos na universidade. Nossa participação foi no sentido de garantir o diálogo sobre a política brasileira, que interfere diretamente em nossas vidas. Por isso, produzimos alguns espaços para ampliar o debate e despertar novos atores protagonistas na nossa cena social – na luta pelos direitos”, explicou.

 

Revista Adufal 

Por meio de sua Assessoria de Comunicação e Imprensa, a Adufal lançou uma revista, edição especial da Bienal. O material apresenta um resgate histórico das lutas travadas pela entidade, em sua última gestão. Com um design atualizado, a revista registra a atuação dos/as lutadores e lutadoras do povo contra o golpe e na defesa dos direitos. A publicação ainda destaca o reconhecimento feito por outras entidades de movimentos sociais populares, da caminhada feita pela Adufal. 

“Vimos aqui em nome da CTB-AL, parabenizar a Adufal por essa iniciativa em produzir esse instrumento em uma reunião de textos nesta publicação abordando o horizonte histórico e os desafios da atualidade com que se depara a universidade e o movimento sindical brasileiro neste contexto. Em que o leitor ou leitora tem às mãos para sua análise. Ao tempo em que desejamos vida longa a Adufal, uma entidade classista!”, descatou Sinval Costa, presidente da Central dos Trabalhadores Brasil, em Alagoas. 

Fonte: Ascom Adufal

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