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19/05/2021
Atualizada: 19/05/2021 16:15:33


Entidades da educação de Alagoas realizaram um ato simbólico, na manhã nesta quarta-feira (19), em frente ao Palácio República dos Palmares, na Rua Cincinato Pinto, no Centro de Maceió, onde os manifestantes protestaram contra a política genocida do governo Bolsonaro, contra os cortes orçamentários na educação e o PL 5595/20, entre outras pautas.

Representando a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), estiveram presentes o presidente da entidade, Jailton Lira, e a vice-presidenta, Sandra Lira. Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Diretório Central dos Estudantes (DCE-Ufal), e do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietfal) também marcaram presença.

“Esse é um ato simbólico, mas é um ato que demonstra a organização da classe trabalhadora frente a esse governo genocida, irresponsável, inconsequente e criminoso. (...) Sabemos que a educação tem sido a área mais atingida pelo governo, assim como a área da saúde. (...) Estamos vendo hoje um morticínio que vitima a sociedade brasileira, fruto da política criminosa na área da saúde do governo Bolsonaro”, disse o professor do Centro de Educação (Cedu) da Ufal, Jailton Lira.

Presidente da Adufal, Jailton Lira, durante discurso no ato público realizado neste dia 19 de maio.

“Desde o início do governo Bolsonaro nós estamos submetidos a um corte orçamentário brutal, que se reflete na falta de atendimento à população trabalhadora, que se reflete no corte das bolsas estudantis, que se reflete no completo sufocamento das instituições federais de ensino superior e das instituições federais do ensino técnico. (...) O governo prejudica a população trabalhadora e sacrifica o futuro da juventude brasileira”, continuou o presidente da Adufal, em discurso no ato público.

Os manifestantes reivindicaram vacina, pão, saúde e educação para o povo brasileiro; além de se posicionarem pelo Fora Bolsonaro e Mourão; contra o Projeto de Lei (PL) 5595/20, que prevê a reabertura de escolas, universidades, institutos e Cefet no pior momento da pandemia da Covid-19; pela recomposição dos orçamentos das instituições federais de ensino; contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, da reforma Administrativa; e também pela revogação da Portaria do MEC 983/2020, que traz ataques aos professores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

“O governo Bolsonaro está sendo desmascarado agora na CPI da Covid. E não foi incompetência, não, foi perversidade. O governo optou por deixar morrer milhares de brasileiros para não comprar vacina. Para economizar para o capital financeiro internacional levar o recurso do Orçamento da União. O dinheiro da vacina? Não está no Orçamento 2021. O dinheiro da educação? Não está no Orçamento 2021”, frisou a vice-presidenta da Adufal, Sandra Lira, durante discurso.

Vice-presidenta da Adufal, Sandra Lira, participou do ato simbólico na manhã desta quarta (19).

Além da participação no ato público, a Adufal também colocou diversas faixas na cidade denunciando os cortes orçamentários da Ufal e reiterando a necessidade de os docentes paralisarem as atividades remotas, neste dia 19 de maio, e de protestarem contra todos os ataques à educação pública e em defesa da autonomia universitária. Cards e vídeos para redes sociais também foram veiculados desde a última sexta-feira (14).

Adufal colocou faixas na cidade denunciando cortes orçamentários na Ufal e em defesa da educação.

Fonte: Ascom Adufal

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