11/11/2022
Atualizada: 11/11/2022 17:19:44
Dias após o segundo turno das eleições, que confirmou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o 39° presidente da República, já foi dado início ao processo de transição de governo. E as discussões acerca do futuro da educação no Brasil também já começaram com a realização da primeira reunião do Grupo de Trabalho vinculado à educação do Governo de Transição, na última terça-feira (8).
Na ocasião, esteve presente o professor da Faculdade de Educação (FE), da Universidade de São Paulo (USP), e membro do Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
O docente explicou o objetivo do Grupo de Trabalho e revelou que as duas principais responsabilidades dessa equipe são: fazer um diagnóstico da situação da educação no âmbito nacional; e da situação do Ministério de Educação (MEC), em primeiro lugar, e em segundo lugar, fazer sugestões para o futuro da pasta.
“Nós só temos o papel de sugerir. É importante ressaltar que é este o aspecto [do grupo], sugerir. Procurar agendar alguns temas, mas que vão ser ou não encaminhados pelo futuro Ministério da Educação”, disse Daniel Cara.
O Grupo de Trabalho, que foi convocado por Fernando Haddad e será coordenado pelo economista e professor Henrique Paim, possui dois princípios para basear suas discussões. O primeiro deles é o entendimento de que a política educacional é sistêmica, partindo da educação infantil e se estendendo até a pós-graduação.
O segundo princípio trata-se de ter como referência o plano nacional de educação como agenda da educação brasileira.
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) entende como essencial estar atenta às discussões sobre o futuro da educação no Brasil para propor e cobrar um plano de governo que valorize e compreenda a educação como investimento.
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