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04/09/2026
Atualizada: 04/09/2026 17:50:34


Com temas que abrangeram a formação de professores, os desafios para permanência e assistência estudantil e o novo Plano Nacional de Educação (PNE), a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) realizou, nos dias 3 e 4 de setembro, o 3º Seminário Universidade em Debate, que ocorreu no auditório do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV), na Ufal.

O evento contou com a participação de palestrantes especialistas que elevaram o nível do debate durante as três mesas-redondas realizadas. A Adufal garantiu a acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as mesas.

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Na abertura do Seminário, a presidenta da Adufal, professora Rosangela Reis, reforçou a importância de discutir os temas abordados nas mesas-redondas, uma vez que faz parte do papel do sindicato promover diálogos, além de reivindicar e apresentar propostas, lutando permanentemente pelos interesses dos trabalhadores e da sociedade.

“É preciso registrar aqui que não existe universidade pública de qualidade sem financiamento público adequado. Nossas universidades enfrentam restrições orçamentárias, cortes e diversas dificuldades para manter suas atividades. (...) Essa é uma realidade que precisa ser discutida para que possamos encontrar formas de mudá-la”, afirmou Reis.

A Associação emitirá certificado de participação para todas as pessoas que se inscreveram previamente e validaram a presença durante as mesas, além de todas as pessoas que se inscreveram no momento do evento. Os certificados serão enviados para os e-mails informados.

Mesa 1: O ensino superior e a formação de professores no PNE

O Seminário iniciou na noite na quinta-feira (3) com a mesa-redonda sobre “O ensino superior e a formação de professores no PNE: acesso, permanência e qualidade”, com participação da professora do Centro de Educação (Cedu) da Ufal, Abdizia Barros; da professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal), Regina Brasileiro; e mediação da diretora da Adufal, Irailde Correia.

“O debate que a Adufal traz, e eu já parabenizo a nossa entidade por isso, é muito relevante. Eu costumo dizer o seguinte: aqui na universidade eu não ensino a ninguém, eu formo as pessoas. Eu formo para que sejam profissionais melhores do que eu, porque se eu formar as pessoas para serem iguais a mim eu não fiz nada nessa universidade”, disse a professora Abdizia Barros, durante a mesa-redonda.

Clique aqui para conferir o álbum de fotos da Mesa 1.

Na ocasião, as docentes falaram sobre a importância do PNE para a educação brasileira e como ele tem se articulado com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), sobretudo em relação à formação de professores da educação básica.

“A gente precisa entender que essas diretrizes curriculares vão mudando conforme o grupo político e ideológico que está no poder, e o PNE vai tentando manter essas metas mais estáveis. Então, é um elemento que a gente não vai poder perder de vista”, relatou a professora Regina Brasileiro.

Mesa 2: Política de permanência e assistência estudantil

A segunda mesa-redonda ocorreu na manhã desta sexta-feira (4) e abordou a “Política de permanência e assistência estudantil”. A discussão foi realizada pelo Pró-Reitor Estudantil da Ufal, Alexandre Lima; pelo professor do ICHCA-Ufal, Antonio Alves; pelo professor do CTEC-Ufal e vice-tesoureiro da Adufal, Luciano Barbosa; por Malê Feijó, representando a Coordenadoria-Geral do DCE-Ufal; com mediação do diretor da Adufal e professor do Cedu-Ufal, José Márcio.

Quem abriu as falas da mesa foi o Pró-Reitor estudantil da Ufal e professor do Centro de Tecnologia (Ctec), Alexandre Lima. O docente apresentou a estrutura e composição da Pró-Reitoria e explicou também sobre os programas de permanência e assistência estudantil.

“Tivemos a oportunidade de discutir as políticas de assistência e permanência estudantil e apresentamos as principais ações que são desenvolvidas hoje pela Pró-Reitoria Estudantil. A Pró-Reitoria tem um perfil muito específico, de atendimento de estudantes em perfil de vulnerabilidade socioeconômica. Então, foi uma oportunidade de deixar claro para a comunidade os serviços que são ofertados e que nem sempre a comunidade discente tem conhecimento”, afirmou Alexandre Lima.

Clique aqui para conferir o álbum de fotos da Mesa 2.

Durante a atividade, os participantes também discutiram os desafios que impactam na permanência do estudante na universidade e as perspectivas de avanços para o futuro.

“A gente precisa começar a refletir sobre quais condições a universidade garante hoje para que o estudante saia da sala de aula, mas permaneça dentro da instituição. Porque temos a questão da acessibilidade, da segurança, ausência de espaços de descanso e convivência. Além disso, a gente precisa falar do orçamento da universidade (...). Muitas vezes, a universidade é colocada nessa posição, de ser o juiz que vai decidir quem tem ou não direito de acessar essas políticas de permanência e assistência, por que não tem para todo mundo. A realidade é essa”, pontuou Malê Feijó durante a mesa-redonda.

Mesa 3: O PNE e o financiamento da educação básica e superior

Finalizando a programação do Seminário, a terceira mesa-redonda ocorreu na tarde da sexta-feira (4) e abordou o tema “O PNE e o financiamento da educação básica e superior”. A mesa teve participação do professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara; da coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda; e mediação do professor do Cedu-Ufal e secretário-geral da Adufal, Jailton Lira.

Iniciando o debate da mesa, Andressa Pellanda falou sobre avanços, retrocessos e lacunas presentes na proposta do novo PNE, além do papel do Custo Aluno-Qualidade (CAQ) e da necessidade de garantir recursos adequados para a educação pública.

Clique aqui para conferir o álbum de fotos da Mesa 3.

Em sequência, o professor Daniel Cara destacou os desafios enfrentados pela educação brasileira e a necessidade de compreender a educação de forma sistêmica, da educação básica à pós-graduação, com financiamento adequado.

“É preciso que a gente compreenda que se trata de uma política que começa na educação básica, mas termina na pós-graduação. E dizer isso não é fazer discurso, é conseguir perceber o aspecto estratégico da concepção sistêmica. A educação tem que ser adequadamente financiada. Se ela não for adequadamente financiada, o Brasil não vai ter a mínima condição de concorrer com a China, com o Vietnã, com a Indonésia”, explicou o professor da USP.

Fonte: Karina Dantas/Ascom Adufal

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