Morreu no último dia 15, segunda-feira de Carnaval, em São Sebastião, interior de São Paulo, onde repousava com a família, o cientista político alagoano Gildo Marçal Brandão.
Natural de Mata Grande, em Alagoas, Gildo Brandão transferiu-se para São Paulo, onde desenvolveu seus estudos universitários. Em Maceió, através de seminários, debates, abertura dos encontros de Ciências Humanas deu sua contribuição para o antigo Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CHLA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), hoje Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes.
“Gildo Brandão contribuiu com a reflexão crítica sobre o papel das Ciências Humanas como elemento transformador da sociedade”, relembrou a presidenta da Adufal, professora Maria Aparecida Batista.
Currículo
Professor da Universidade de São Paulo (USP), graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco em 1971, doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo em 1992 e livre docente em Teoria Política Moderna pelo Departamento de Ciência Política da USP em 2004. Era pesquisador do Cedec e fazia parte da Comissão Editorial da Revista Lua Nova. Foi secretário adjunto da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, editor da Revista Brasileira de Ciências Sociais (gestões 2004-2006 e 2006-2008) e coordenador científico do NADD - Núcleo de Apoio à Pesquisa Sobre Democratização e Desenvolvimento (2001-2007). Tinha experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Teoria Política Moderna, História das Idéias e Pensamento Político Brasileiro.