23/11/2010
Atualizada: 23/11/2010 00:00:00
A Adufal realizou ontem, no auditório do Severinão, no Campus A. Simões, o II Seminário sobre Carreira Docente, para discutir o novo Projeto de Lei do Governo, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira e Cargo do Magistério Superior Federal, encerrando a programação de discussões sobre o assunto este ano.
O evento contou com a presença do vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch, e o diretor de Políticas Públicas do Proifes, Fernando Antônio Sampaio de Amorim.
O representante do Andes criticou vários pontos do PL e enfatizou que o MEC precisa estar presente nas discussões para implantação do projeto. Luiz Henrique Schuch defendeu a carreira única e simples, a retribuição com vencimento único e a valorização do tempo de serviço. “Essa ideia de espichar a carreira é para jogar o teto para baixo”, acredita. Para ele, a categoria perdeu o sentimento de indignação e força para lutar por seus direitos. “Precisamos recuperar esse sentimento, porque sem ruído, sem força nós não emplacaremos nosso projeto”.
Sinalizando a posição do Proifes sobre o novo PL, Fernando Antônio Sampaio de Amorim, defendeu a carreira única e criticou os critérios exigidos para a promoção do professor. “Não concordo que o professor tenha que ensinar, fazer pesquisa e extensão. Ele pode se dedicar apenas a uma área”, disse. “Porque assim, um professor que dá duas ou três aulas, faz um projeto de extensão vagabundo e publica dois artigos por ano é promovido. Já aquele que se dedica exclusivamente e desempenha bem uma função na sua área não é valorizado”.
Fernando Amorim disse que o Proifes concorda com vários pontos defendidos pelo Andes, mas no quesito carreira única foi mais enfático: “Nós não assinamos plano nenhum que tenha mais um nível de carreira”.
Amorim falou ainda da posição do TCU sobre questões ligadas aos docentes do ensino superior Federal. “O mesmo TCU que aprova contas de políticos corruptos quer cortar verba de professor aposentado”, disse citando o caso de um professor que usou o tempo como adjunto ou substituto para se aposentar que não era para usar. “Agora quer desaposentar”.
Após o posicionamento do Andes e Andifes foi realizado o debate, quando os docentes presentes também puderam expressar suas opiniões.
Ao final a presidenta da Adufal, professora Maria Aparecida Batista de Oliveira, agradeceu a presença dos palestrantes e dos docentes que têm acompanhado as discussões sobre carreira docente que a entidade promoveu ao longo deste ano.