02/12/2010
Atualizada: 02/12/2010 00:00:00
Face o quadro de violência apresentado no estado de Alagoas nos últimos tempos, especialmente o assassinato de 32 moradores de rua de Maceió, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) encaminhou hoje ofício ao governador do Estado cobrando providências.
No ofício, a associação expõe a opinião de seus representados diante dos últimos acontecimentos e cobra medidas não apenas no sentido de minimizar, mas, sobretudo, de erradicar a violência em Alagoas. “Medidas que acreditamos extrapola a área da segurança para as articulações de políticas e programas sociais que promovam emprego, moradia, educação, saúde, no rumo da qualidade de vida com inclusão social aos cidadãos do Estado de Alagoas”, diz o texto.
O ofício diz ainda: “Na mesma direção, reiteramos em favor da tranqüilidade e da paz da sociedade alagoana que essas medidas se estendam à segurança de Alagoas, não permitindo a invasão,
A iniciativa da Adufal em cobrar providências do Estado no sentido de tomar medidas que evitem novos assassinatos de excluídos e erradiquem a violência partiu de nota pública dos professores do Centro de Educação (Cedu) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) sobre a tragédia dos moradores de rua de Maceió que ganhou repercussão nacional.
A nota foi aprovada na última plenária do centro. Nela, os professores dizem que, na condição de formadores de opinião de gerações o episódio, ao contrário de os intimidarem e os estarrecerem, deve os exortar a reivindicar uma atitude coletiva. O texto é um chamado ao encorajamento para a reflexão e um manifesto contra o silêncio.
Com o ofício encaminhado pela Adufal ao governador seguiu também o conteúdo da nota. Além dessa providência, a associação também encaminhou texto da nota dos professores do Cedu, para conhecimento, ao sindicado ao qual é filiada, o Andes-SN, aos sindicatos de Alagoas e as unidades acadêmicas da Ufal.