04/02/2011
Atualizada: 04/02/2011 00:00:00
As atividades do Núcleo dos Aposentados da Adufal voltaram com grande força. Na última quarta-feira, dia 2, aconteceu a primeira reunião do ano. Ela contou com a palestra de um grande conhecedor do cinema, o professor alagoano Elinaldo Barros.
Elinaldo discorreu um pouco sobre a história da sétima arte no Brasil e no mundo, sobre o seu surgimento, fez comparações com outros meios de comunicação, falou de grandes filmes atuais e do passado, de documentários e da relação das pessoas com o cinema.
“Lixo extraordinário” foi o filme em cartaz indicado por ele aos presentes. Elinaldo acredita que muitas pessoas relutam em assistir esse filme. “Há pessoas que dizem: eu sair de casa para ver lixo, para ver miséria, mas quando chega lá vê a grandeza humana”, disse numa forma elogiosa.
Do surgimento do cinema de uma forma natural e arcaica como foi na caverna, passando pela criação dos irmãos Lumière que criaram os primeiros movimentos de imagens numa caixa, depois pela transformação dessas imagens em espetáculo pelas mãos do mágico e ilusionista francês George Miliès e uma série de outras transformações o cinema chegou a era 3D. E essa nova ferramenta tecnológica também foi comentada por Elinaldo Barros com entusiasmo.
Para essa nova tecnologia Elinaldo citou a reação de sua netinha ao assistir o filme Alice no país da maravilhas numa cena em que caíam folhas coloridas: “Vô, eu estou dentro do filme”. Para ele o 3D é a grande conquista do espetáculo. “Hoje o cinema só é essa magia que é devido aos acontecimentos do passado, mas ao mesmo tempo é algo reflexivo”.
O cinema nacional também foi comentado por ele. Falou dos primeiro estúdio criado no Brasil, a Cinédia, por Adhemar Gonzaga. A Cinédia foi a primeira grande tentativa de industrialização do cinema nacional, fundada em 15 de março de 1930. Depois vieram outras como a Atlântida e a Vera Cruz.
Ainda durante a palestra, Elinaldo pode falar sobre o que considera grandes filmes nacionais, como Deus e o diabo na terra do sol, O cangaceiro, Macunaíma, O homem de Sputinik, entre outros.
“Em O homem de Sputinik há uma cena belíssima com Oscarito e Norma Bengell. Então, quando alguém me diz que o cinema brasileiro está melhorando, eu digo: não, ele sempre teve coisa boa”,
As fazes do cinema brasileiro também foram abordadas. Entre elas as comédias picantes, que foram o meio de fazer cinema durante a Ditadura Militar já que não era possível fazer filmes politizados.