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04/03/2011
Atualizada: 04/03/2011 00:00:00


O fim do Festival de Cinema de Penedo e a falta de interesse dos órgãos públicos de investirem na cultura e no turismo cultural foi o grande lamento abordado na última reunião do Núcleo dos Aposentados da Adufal, que aconteceu nessa quarta feira, dia 2 de março, no auditório da entidade.

 

O tema cinema foi abordado pela segunda vez devido a grande aceitação e a pedidos dos associados. Só que desta vez o professor Elinaldo Barros enfocou o cinema em Alagoas. Houve a exibição do filme alagoano “Casamento é negócio?”, de 1933. Dirigido por Guilherme Rogato, a obra é da época do cinema mudo e trata de um problema social.

 

Durante a palestra houve também a exibição de uma entrevista do professor Elinal Barros concedida ao jornalista Bartolomeu Dresch, gravada numa sala de cinema do Maceió Shopping, antigo Shopping Iguatemi, e exibida num programa da TV Pajuçara no ano de 2002, em que se enfocava o cinema em alagoas.

 

Após as apresentações do filme e entrevista, palestrantes e ouvistes debateram sobre cenas do filme, assuntos abordados na entrevista e a condição em que se encontra o estado de Alagoas nessa área. “O que vemos aqui é um quadro muito triste. O cinema alagoano vive hoje de vídeos”, diz Elinaldo Barros.

 

“A cultura de Alagoas vive estagnada por causa da politicagem. Quando se fala em turismo só se pensa em praia. Mas nosso Estado tem muito mais que praia. Temos os folguedos, a Serra da Barriga, Penedo e tantos outros aspectos culturais a serem explorados”, desabafou o professor Radjalma Cavalcanti. “Mas vemos que não há interesse. A prova disso é o fim do Festival de Cinema de Penedo”.
Fonte: Adufal

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