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23/08/2011
Atualizada: 23/08/2011 00:00:00


Por Renata Maffezoli

O ataque aos CAp e à autonomia universitária foram tema, do primeiro de uma série de debates, do seminário “Em defesa da autonomia universitária: Colégios de Aplicação (CAp), formação docente e educação pública de qualidade”, que acontece na sede do Andes-SN em Brasília, nos dias 22 e 23 de agosto.

A mesa contou com a apresentação da professora Cristina Miranda, do CAp da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela iniciou destacando a importância da realização do seminário, que, segundo Cristina permite “a reflexão sobre a função social dos CAp e o futuro da educação pública gratuita e de qualidade”.

A professora da UFRJ fez uma análise da natureza dos problemas que vêm agravando a crise dos Colégios de Aplicação no país, como professores substitutos trabalhando sem contrato (sendo pagos por prestação de serviços), déficit de professores efetivos, e ameaça do governo federal de precarizar ainda mais as condições de trabalho por meio do estabelecimento de metas e RAP descontextualizadas com a função social dos Colégios de Aplicação.

Ela lembrou que é preciso analisar os objetivos do Ministério da Educação com base nas políticas que o governo tem trabalhado e a conseqüência disso no trabalho docente. Para a professora, não existe uma política específica para os CAp, mas sim a ‘desresponsabilização’ do Estado pelo oferecimento da educação para, entre outras coisas, desviar recursos para o pagamento da dívida pública.

Segundo Cristina, é fundamental que os participantes do seminário levem a discussão para suas escolas e que os professores dos CAp radicalizem a luta pela carreira única, já encampada pelo Sindicato Nacional.

“Os docentes Ebtt têm a obrigação de radicalizar essa luta e abraçar outras mais amplas defendidas pelo Sindicato Nacional como campanha pela aplicação de 10% do PIB na Educação Pública, já!.”, conclamou Cristina, lembrando que a luta dos professores dos CAp também envolve o aumento de investimentos na educação, por parte do poder público.

Para Sandra Moreira, 1ª vice presidente da Regional Norte II do Andes-SN e coordenadora da comissão dos CAp no Setor das Ifes, o debate realizado nessa primeira mesa foi extremamente positivo. “A discussão foi muito produtiva e abriu também espaço para o desabafo dos docentes, o que permitiu socializar a condição precária na qual trabalham os docentes dos Colégios de Aplicação em todo o Brasil. As falas de todos os participantes expressaram dificuldades muito semelhantes vivenciadas nos CAp de diferentes regiões do país”, avaliou. Confira aqui o texto com a fala da professora Cristina Miranda.

Segundo a diretora do Sindicato Nacional, o evento conta com participação expressiva dos docentes dos CAp, sendo que, das 17 seções sindicais cujas universidades têm Colégios de Aplicação, 13 enviaram representantes. Ao todo, 40 professores participaram das discussões do primeiro debate do seminário.

Data da publicação: 22.08.2011

Fonte: Andes-SN

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