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25/08/2011
Atualizada: 25/08/2011 00:00:00


A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) parou. Ontem, os docentes da universidade fecharam os portões da entrada principal do Campus A. C. Simões num ato público em protesto contra a política salarial imposta pelo Governo Federal. Eles reivindicam uma política salarial permanente, com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações.

 

O fechamento dos portões aconteceu logo no início da manhã e se estendeu aos três turnos. A Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) providenciou tendas, alimentação, água, faixas, 5 mil panfletos e transporte para garantir a participação dos docentes do interior.

 

Durante os três turnos os professores se revezaram para garantir a permanência do fechamento dos portões. Nenhum veículo pôde entrar no campus. O acesso à universidade só era possível a pé. “A comissão de mobilização trabalhou arduamente para manter os portões fechados”, afirmou o vice-presidente da Adufal, professor Márcio Gomes Barbosa.

 

A paralisação foi unificada com o Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) e com o Diretório Central dos Estudantes (DCE/Ufal) e contou com o apoio de outras entidades de servidores públicos de Alagoas.

 

O ato público foi definido em assembleias da Adufal, realizadas nos dias 18 e 23 de agosto, e atendeu a convocação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), sindicado ao qual a associação é filiada, e faz parte de uma Jornada Nacional de Lutas, organizadas por centrais sindicais. Ontem, a jornada culminou com uma Marcha Unificada em Brasília.

 

No próximo dia 31, a Adufal faz uma nova assembleia para avaliar o andamento das negociações com o Governo e decidir sobre uma possível deflagração da greve. A assembleia será às 9h30, no auditório da Faculdade de Medicina (Famed/Ufal), localizado no Campus A. C. simões.

Fonte: Adufal

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