11/10/2011
Atualizada: 11/10/2011 00:00:00
A Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) reuniu seus associados em seminário na manhã de hoje, no auditório da reitoria, para debater a carreira docente. O seminário “Carreira Docente no Ensino Superior” contou com a participação dos representantes do Sindicato Nacioanl dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), professor doutor Luiz Henrique Schuch, e do Fórum dos Professores das Instituições do Ensino Superior (Proifes), professor doutor Fernando Amorim.
O professor Luiz Henrique Schuch, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), explicou que a proposta que o Andes-SN levará para a oficina do GT-Negociação da Reestruturação da Carreira Docente foi construída democraticamente pela categoria. A oficina acontecerá na próxima quinta-feira (13/10), em Brasília, uma negociação do Andes-SN, Proifes, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) com o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG) e o Ministério da Educação (MEC).
A proposta do Andes-SN para carreira docente se estrutura na valorização da carreira única, cargo único, ingresso unicamente por concurso público, isonomia salarial, desenvolvimento na carreira, dedicação exclusiva, piso salarial, entre outros.
Durante sua palestra, Schuch traçou um panorama da relação do Governo com a carreira dos docentes das universidades federais. Para ele o Governo Federal nunca apresentou um projeto de carreira, mas propostas, que foram modificando, aos poucos, a carreira, de forma que os ganhos foram apenas aparentes. “O Governo precisa mostrar que não está discriminando a carreira pública”, afirma Schuch. “Ele tem enterrado a carreira no chão, mas tem o discurso de que está contribuindo com a sua elevação”.
Com relação ao acordo emergencial para os docentes das universidades federais que Andes-SN e Proifes assinaram com o Governo Federal, em agosto passado, disse que ele incorpora gratificações e o valor gerador de tabela passa R$ 557,51 para R$ 1.587,92. Esse valor e as gratificações incidem igualmente para o ensino superior e o ensino básico, técnico e tecnológico (EBTT), para todas as classes e níveis e para os aposentados.
O representante do Proifes, professor Fernando Amorim, disse não ter nenhuma divergência com as propostas defendidas pelo Andes-SN. Para ele não dá para falar da carreira sem falar no Plano Nacional de Educação (PNE) e na reforma da previdência, que são mecanismos do Governo para retirar direitos do trabalhador.
Durante sua apresentação, o professor traçou um panorama das lutas da categoria desde a década de 80 para melhorar a carreira. Ele disse que hoje os movimentos sociais perderam força e estão precisando voltar a mobilizar a sociedade. “O país não se indigna diante do fato de um professor ganhar R$