25/09/2012
Atualizada: 25/09/2012 00:00:00
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DO RIO
Para crianças do ensino fundamental, quase não faz diferença estar em famílias de maior ou menor renda: o percentual na escola é semelhante. Há, porém, um fosso entre as de idade pré-escolar de lares mais ricos e mais pobres, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.
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Pelos dados, 69,1% das crianças de quatro a cinco anos de famílias de renda per capita de até 1/4 de salário mínimo estavam na pré-escola. Esse percentual subia para 88,9% naquelas com rendimento superior a 1 mínimo per capita.
Já na faixa de 6 a 14 anos (ensino fundamental), o percentual se mantinha sempre acima de 97%, independentemente da renda familiar.
Diferenças de acesso de acordo com o rendimento familiar, embora menores, também foram constatadas no ensino médio e no superior.
Segundo o IBGE, a não obrigatoriedade da matrícula na pré-escola e a grande oferta de cursos particulares nessa faixa, ocupados por crianças de famílias de renda maior, explicam a discrepância.
ANALFABETISMO
Apesar da desigualdade no acesso à pré-escola, o IBGE constatou melhora em outros indicadores. A taxa de analfabetismo declinou de 9,7% em 2009 para 8,6% em 2011.
Restavam, porém, ainda 12,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever no país. E as diferenças regionais persistiam: a taxa de analfabetismo no Nordeste era de 16,9%, a mais alta do país.
O IBGE pesquisou ainda o analfabetismo funcional, que atingiu 20,4% da população -mesmo índice de 2009. O instituto ressalta que esse dado é "aproximado", pois não foram feitos testes de escrita e de leitura. Todos com até quatro anos de estudo foram considerados analfabetos funcionais.
Mais uma vez, continua a tendência de maior escolaridade das mulheres, que tinham 7,5 anos de estudo. Os homens possuíam 7,1 anos, abaixo da média de 7,3 anos.
Segundo o IBGE, a maioria dos estudantes era atendida pela rede pública até o ensino médio. Já entre os universitários, 73,2% estavam em instituições particulares. (PEDRO SOARES E LUCAS VETTORAZZO)