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24/10/2012
Atualizada: 24/10/2012 00:00:00


  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 23/10/2012



Superando a expectativa dos organizadores, o I Seminário sobre Diversidade Sexual do ANDES-SN reuniu mais de 150 pessoas, na cidade do Crato (CE) no último final de semana (19 e 20/10). O evento foi organizado pelo GT de Etnia, Gênero e Classe (GTEGC) do Sindicato Nacional.

Durante os dois dias de evento, os participantes, vindos de vários estados, debateram diversos pontos relacionados ao tema central, como acesso e permanência na educação, mercado de trabalho, saúde pública, formação continuada e enfrentamento da homofobia na educação formal.

Segundo Gean Santana, 2º vice-presidente do ANDES-SN e um dos organizadores do evento, a realização do seminário teve como principal objetivo dar visibilidade para questões como a exclusão social, novas configurações sociais e saúde pública da comunidade LGBT.

“Conseguimos fazer um debate qualificado sobre a temática, apontando para o GT vários elementos que permitirão elaborarmos o plano de luta no combate à homofobia para o próximo ano”, destaca Santana.

Além disso, de acordo com o diretor do ANDES-SN, o seminário reuniu representantes de Seções Sindicais que não vinham participando das atividades do GTEGC e conseguiu dialogar com os movimentos sociais da região, representantes do executivo municipal, defensoria pública do Estado do Ceará e movimento estudantil do Crato e Piauí. 

Gean ressalta também que a importância deste evento vai desde a formação que ele possibilita aos participantes,com a troca de experiências, socialização entre os LGBT da base do Sindicato e entre esses e os não LGBT, à colher elementos para auxiliar na construção de um plano de lutas. Além disso, tornou-se mais uma ferramenta no combate à homofobia. 

“Por que mais uma peça no combate à homofobia? Porque é um sindicato de docentes, com grande envergadura política, que está promovendo a discussão sobre o tema. E isso faz as pessoas refletirem que, se um Sindicato como o ANDES-SN está fazendo esse debate, é porque algo precisa modificado, precisa ser tirado da normalidade e posto em discussão por todos. Isso não é qualquer coisa. É como se tivéssemos mais um aliado de fato na luta contra à homofobia, o sexismo e o machismo”, avalia o 2º vice-presidente do ANDES-SN.

Debates
As discussões durante o seminário tiveram várias frentes.  Desde as questões jurídicas no combate à homofobia à ação política e formação de professores como elemento importante no combate a discriminação, através da utilização de vários recursos e dispositivos. 

A construção de uma estratégia que denuncie e desconstrua a ideologia machista, sexista e heteronormativa e a luta por uma política de estado no combate à homofobia também foram abordadas no evento. 

Próximos passos
A próxima reunião do GTEGC acontece nos dias 23 e 24 de novembro, em Brasília. Na oportunidade, serão avaliados os indicativos apontados pelo Seminário, para remeter a discussão à diretoria, com o objetivo de subsidiar o que será apresentado para discussão no Caderno de Textos do 32° Congresso Nacional do ANDES-SN, que acontece em fevereiro de 2013, no Rio de Janeiro.

Moção de repúdio
Durante o Seminário os participantes aprovara
m por aclamação uma moção de repúdio "à violência lesbofóbica que, no dia 16 de outubro do corrente ano, fez mais duas vítimas quando um homem de prenome Alan invadiu a residência de Daiane Almeida dos Santos, 22 anos, e Djenane Ferreira Lima, 19 anos, e as esfaqueou, deixando a primeira gravemente ferida e assassinando a segunda”.

De acordo com o texto aprovado, esse é o 2° caso de violência lesbofóbica que vitimiza um casal de lésbica na região metropolitana de Salvador, em menos de 4 meses. No mês de agosto, o casal Laís Fernanda dos Santos, 25, e Maiara Dias de Jesus, 22, em Camaçari, foram barbaramente assassinadas por um homem que, segundo informações policiais, possivelmente seja o ex-namorado de uma das vítimas.

Os participantes do encontro exigem o acompanhamento pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia e a punição de todos os criminosos envolvidos nos assassinatos das lésbicas, tanto em agosto, quanto em outubro. “Reivindicamos, ainda, uma política de Estado de combate à homofobia, lesbofobia, transfobia e travestifobia pelo governo Dilma, pelos governos estaduais e municipais”, finalizam.

A moção será encaminhada à Presidência da República, ao governo do estado da Bahia, à Secretaria d
e Segurança Pública da Bahia e entidades do movimento LGBT da Bahia. Leia aqui a íntegra do documento.


Fonte: ANDES-SN

Fonte: Andes SN

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