08/11/2012
Atualizada: 08/11/2012 00:00:00
por Karol Assunção
Em uma evidente repressão ao movimento de professores hondurenhos, o Governo de Honduras anunciou, nesta semana, que a Secretaria da Educação pode demitir mil profissionais da área de educação. Os docentes participaram em agosto passado das mobilizações por melhorias para a categoria. Jovens e entidades estudantis já se solidarizaram aos docentes.
Em um comunicado divulgado nessa terça-feira (6), a Frente Ampla Estudantil em Resistência (Faer) classificou como "atentado” o ato do Governo de demitir mil professores. "Condenamos mais uma vez a violação à Constituição da República e a criminalização do protesto social e exigimos aos organismos de Direitos Humanos nacionais e internacionais a ficarem atentos diante da opressão que dia a dia se sofre neste país”, destacaram.
Além de declarar apoio à categoria, os estudantes exigiram que Porfirio Lobo Sosa, presidente do país, acabe com a repressão contra os movimentos dos docentes e de outras organizações populares de Honduras. Da mesma forma, a Faer demandou uma reunião com o Governo para discutir a questão estudantil e condenou as violações promovidas pelas autoridades hondurenhas contra o código trabalhista e o estatuto do docente.
"Fazemos um chamado de alerta aos defensores legais e defensores de direitos humanos diante das eminentes violações trabalhistas efetuadas pelo Governo Elitista de Porfirio Lobo Sosa”, enfatizaram.
Demissões
Nessa terça-feira (6), o ministro do Trabalho de Honduras, Felícito Ávila, considerou ilegais as faltas ao trabalho no mês de agosto para participar de manifestações. Dessa forma, Ávila afirmou que a Secretaria de Educação pode demitir mil docentes que participaram das mobilizações.
As ausências consideradas "injustificadas” pelo Governo ocorreram em agosto passado, quando, nos dias 22, 30 e 31 daquele mês, professores e professoras do país participaram de manifestações por melhorias para a categoria. Dentre as demandas dos profissionais da educação, estavam: derrogação da Lei do Instituto de Previsão do Magistério, aumento do número das cotizações, anulação da Lei Fundamental de Educação, e o rechaço à obrigatoriedade de dar aulas até dia 21 de dezembro para compensar as ausências.
Com informações de TeleSur.
*Com edição do ANDES-SN