13/11/2012
Atualizada: 13/11/2012 00:00:00
Servidores públicos do Mato Grosso lutam
contra implantação das Organizações Sociais
Servidor pressiona pelo fim da "privatização" na Saúde
Categoria quer fim da terceirização e defende troca de gestor
POR LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
Servidores públicos da Saúde realizaram, na tarde da quarta-feira (31/10), a entrega oficial de 26,8 mil assinaturas na Assembleia Legislativa, pedindo pela votação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular contra a implantação das OSS (Organizações Sociais de Saúde) no Estado, .As assinaturas foram colhidas pelos 16 polos regionais de Saúde nos 141 municípios de Mato Grosso.
Centenas de pessoas participaram do ato, entre representantes da Saúde na Capital e nos municípios de Colíder, Sorriso, Cáceres, Rondonópolis, Tangará da Serra, Água, Boa, Peixoto de Azevedo e Porto Alegre do Norte. Na semana passada, a categoria realizou a entrega simbólica das assinaturas no Legislativo.
Presidente do Sisma-MT (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso) – entidade que representa a categoria –, a servidora Alzita Ormond ressaltou a importância do ato para demonstrar ao Governo do Estado a insatisfação da população com os serviços prestados pelas OSS.
“A população quer mostrar ao governo que as Organizações Sociais não estão atendendo às suas necessidades, seja com medicamentos, cirurgias, ou qualquer outro serviço. Com essas assinaturas nós estamos propondo uma Lei de Iniciativa Popular, onde a população pede para que as leis complementares 150 e 417 [artigos que permitem a terceirização das unidades de saúde no Estado] sejam revogadas”, afirmou.
Ormond lamentou a implantação das OSS nos hospitais regionais e o pagamento feito rigorosamente em dia, enquanto as demais unidades de saúde do Estado sofrem com a falta de recursos e insumos básicos. A ação, segundo os servidores, se trataria de um “sucateamento forçado” pelo governo, para justificar a implantação das organizações sociais.
“Como não tem dinheiro para recuperar a saúde e tem para pagar em dia as OSS? Oras, se nós estamos com todas as nossas unidades sucateadas, sem medicamentos, sem insumos e inclusive, acreditem, sem papel higiênico e água para os servidores que lá trabalham, como é que o governo quer pagar e está pagando Organizações Sociais?”, questionou.
O assunto, inclusive, deverá ser motivo de denúncia ao CNS (Conselho Nacional de Saúde). Ormond afirmou ao MidiaNews que um grupo de conselheiros representantes dos usuários e trabalhadores da saúde pública de Mato Grosso vai à Brasília, nos dias 7 e 8 de novembro, reclamar da atual situação vivenciada no Estado.