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29/11/2012
Atualizada: 29/11/2012 00:00:00


28/11/2012 - 06h20

 

FÁBIO TAKAHASHI
ANDRESSA TAFFAREL
DE SÃO PAULO

Se as cotas forem mesmo adotadas pela USP, Unicamp e Unesp em 2016, a participação dos alunos das escolas públicas entre os aprovados nessas universidades e nas federais deverá crescer 45%, considerando a situação atual.

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Hoje, esses alunos representam 35% dos calouros das universidades públicas em São Paulo, aponta levantamento feito pela Folha.

Daqui a quatro anos, o percentual terá de ser de ao menos 50% --o que representa aumento de 45% em relação à proporção atual--, segundo lei que abrange as federais e o projeto em discussão entre as estaduais paulistas.

A reportagem fez a estimativa com base nos dados do vestibular para ingresso neste ano de todas as universidades públicas do Estado --apenas a UFSCar não respondeu.

Ou seja, foi simulado o panorama de 2016 com base nos dados oficiais de 2012.

O efeito colateral do benefício às escolas públicas será enfrentado pelos alunos que estão na rede privada.

Neste ano, quase 17 mil deles foram aprovados nas seleções de universidades públicas. Se já existissem as cotas, eles poderiam disputar menos de 13 mil postos.

Tanto a regra federal quanto a discussão de USP, Unesp e Unicamp visam diminuir o que entendem ser distorção do sistema, pois o ensino médio público representa perto de 85% das matrículas, mas menos de 40% dos aprovados nessas instituições.

As federais (Unifesp, UFABC e UFSCar) já estão dentro de lei aprovada neste ano, que dá até 2016 para que 50% dos seus alunos sejam provenientes de escolas públicas.

As estaduais estudam modelo semelhante, mas que prevê um curso preparatório de dois anos para os alunos antes de eles entraram nas vagas reservadas.


Editoria de arte/Folhapress
Fonte: Folha de S.Paulo

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