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05/12/2012
Atualizada: 05/12/2012 00:00:00


 

“Até que enfim o governo resolveu dá mostras de cumprimento do acordo formalizado”, disse o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), professor Antonio Passos, ao tomar conhecimento de que o Governo do Estado dará início, nesta quarta-feira (5), à construção do presídio na zona rural do município de Craíbas, espaço para onde deverão ser transferidos os presos que hoje ocupam o Presídio Desembargador Luís de Oliveira Sousa, instituição que funciona ao lado Campus da Ufal de Arapiraca.

 

Para Antonio Passos, o momento é de cautela e não ainda de comemoração. “Esse é um primeiro passo. Há um longo caminho pela frente que implica na construção e conclusão dessa obra; na desativação do atual presídio, seguida da transferência de sua população carcerária para a nova unidade prisional e da doação do prédio do atual presídio para o patrimônio da Ufal”, observa.

 

O acordo a que o presidente da Adufal se refere faz parte do Termo de Compromisso que, com a chancela do Poder Judiciário, Ministério Público, Assembléia Legislativa  e a reitoria da Ufal, o governo assinou em setembro. Nele, o governo assegura que no prazo de sete meses contados da data de assinatura do contrato de construção do novo presídio realizará estes e os demais itens contantes no Termo (Veja abaixo o documento na íntegra).

 

Isto só aconteceu depois de muitas manifestações da comunidade arapiraquense. Na verdade, o início dessa obra traduz o resultado da luta de professores, servidores técnico-administrativos e alunos que, ao lado de suas entidades representativas - DCE, Sindicato dos trabalhadores da Ufal (Sintufal) e da nossa Adufal, foram em busca dos seus direitos de estudar e trabalhar em condições seguras”, disse o diretor financeiro da entidade, professor Aílton Galvão.

Causa e solução - A construção do novo presídio foi a solução encontrada para resolver o problema causado pelas sucessivas fugas de presos do Presídio Desembargador Luís de Oliveira Sousa que funciona vizinho à universidade, situação que causou a paralisação das atividades acadêmicas da Ufal de Arapiraca durante mais de seis meses. A decisão de paralisar as atividades no Campus foi tomada em 3 de abril, dia seguinte à fuga de 15 detentos do presídio. O retorno às atividades ocorreu no dia 8 de outubro. A decisão foi tomada no dia 3, em reunião coordenada pela Adufal.

Fugas desde 2006 - De acordo com o diretor geral do Campus de Arapiraca, professor Márcio Aurélio Lins dos Santosas fugas começaram no início em 2006, acentuaram-se em 2009 e 2010, até ficarem altamente perigosas e acontecerem da forma como aconteceu no dia 2 de abril, quando a comunidade decidiu que não havia mais clima, nem condições de trabalho no Campus.

Comissão – Conforme explicou o professor Antonio Passos, por decisão da comunidade acadêmica do Campus de Arapiraca foi criada uma comissão formada por professores representantes dos 14 cursos da Ufal de Arapiraca, alunos, funcionários e membros das entidades representativas das três categorias - Diretório Central dos Estudantes(DCE), Sintufal e Adufal com o objetivo de realizar avaliações periódicas sobre o andamento da obra. “A Adufal estará presente para testemunhar esse momento, mas entende que a luta continua e que a comemoração só deverá acontecer quando as ações forem de fato concretizadas”, evidenciou.

Assessoria de Comunicação da Adufal

Lucia Rocha MT E - AL  679

Tels.; 82 8822 4230  e  82 3241 1880

 

 

 

Fonte: Ascom/Adufal

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