09/02/2013
Atualizada: 09/02/2013 00:00:00
Pesquisadora e militante do movimento de mulheres e dos direitos humanos, a professora Maria Aparecida Batista de Oliveira (Cida), da diretoria cultural da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), representou a entidade nesta quarta-feira (6), em Ato Público motivado pela morte da agricultora Gilvanete Rozendo da Silva, de 40 anos, que, grávida de oito meses, foi agredida por seu companheiro com uma barra de ferro, no dia 29 de janeiro e veio a falecer após 23 dias internada no Hospital Universitário (HU da Ufal).
Realizada em Limoeiro de Anadia, município onde aconteceu o crime e onde reside a família da vítima, a manifestação, de iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos se transformou num grande Ato Público de repúdio à violência contra a mulher, no estado de Alagoas. Cerca de 500 pessoas se concentraram na Praça Romão Gomes, após percorreram as ruas do centro da cidade exclamando palavras de ordem, distribuindo cartilhas e folhetos sobre a Lei Maria da Penha e conclamando a população a combater a violência.
“Estamos profundamente tristes em estarmos mais uma vez participando de um Ato Público em função de mais um assasinato de mulher em nosso Estado. Mais uma vida ceifafada, mais uma vez filhos perderam sua mãe por violência”, disse a diretora da Adufal. Para ela, a violência perpetrada contra a mulher em seu cotidiano por seus maridos e companheiros é um fato constrangedor para toda sociedade e para o movimento de mulheres.
“Alagoas é o segundo Estado que mais pratica essa forma de violência em nosso País. Esse dado nos envergonha! Precisamos dar um basta, pois onde tem violência contra a mulher todos perdem. Perde a mulher, perde o homem, perde os filhos e perde a sociedade em geral”, expôs Cida, evidenciando os sérios danos que a violência provoca à vida e à saúde da mulher, tais como sequelas psíquicas, físicas, psicossomáticas e mesmo a morte, como aconteceu com a agricultora Gilvanete e tantas outras alagoanas que assim foram mortas.
Em sua opinião, a sociedade não viverá numa democracia enquanto não construir o respeito às mulheres e a igualdade de gênero. “Conclamamos o povo de Limoeiro de Anadia homens, mulheres, profesores/as, policiais civis e militares, parlamentares, representantes de partidos políticos, operadores da justiça, profissionais da saúde, religiosos/as - todo o povo alagoano - a fazer valer a Lei Maria da Penha”, manifestou em seu discurso.
“Vamos denunciar! Ligar para o 180, procurar a Delegacia, o Conselho da Mulher, todas as vezes que soubermos de um caso de violência, pois podemos salvar vidas”, orientou Cida, convidando todos a assumir eticamente a luta contra todas as formas de violência praticadas contra a mulher.
Assim como a Adufal, estiveram presentes à manifestação representantes de órgão e entidades como o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim), a Superintendência Estadual de Promoção dos Direitos e de Políticas para Mulher, Prefeitura e Câmara dos Vereadores de Limoeiro de Anadia, OAB, Núcleo Temático Mulher e Cidadania da Ufal, Assembléia Legislativa, Procom, Direitos Humanos da Ufal e os Conselhos Tutelares de Maceió e de Limoeiro. Do HU se fez presente uma enfermeira que em seus plantões acompanhou a vitima
Assessoria de Comunicação da Adufal
Lucia Rocha MTE 679
Tels.: 82 3241 1880 e 82 8822 4230