05/03/2013
Atualizada: 05/03/2013 00:00:00
Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, o maior “superávit primário” mensal desde o início da série histórica feita pelo Banco Central, em 2001, foi noticiado pelos jornais esta semana. De acordo com a publicação feita pelo site no último sábado (2), em janeiro de 2013, União, estados e municípios “economizaram” mais de R$ 30 bilhões para o pagamento da dívida, cifra superior ao que se pretende gastar com o Programa “Bolsa Família” durante todo o ano de 2013 – R$ 22 bilhões.
Ao comentar a notícia, a publicação ressalta que o superávit primário corresponde a apenas uma parte dos recursos destinados ao pagamento da dívida, que se alimenta também de várias outras fontes, principalmente da emissão de novos títulos. A Auditoria Cidadã da Dívida comentou também sobre a notícia de que o Banco Central lucrou R$ 24,6 bilhões em 2012, que só pode ser destinado para o pagamento da dívida e não para gastos com custeio. A Auditoria explica que outra fonte de recursos para o pagamento da dívida federal deriva de juros e amortizações das dívidas pagas à União por estados e municípios.
Sobre as notícias de que os governadores estão tomando novos empréstimos para pagar a dívida com o governo federal devido às altas taxas de juros destas dívidas, o site afirma que “desde o ano passado a Auditoria Cidadã vem denunciando a contratação de dívidas pelos estados junto ao Banco Mundial para realizar pagamentos à União. A alternativa mais correta seria a auditoria destas dívidas, dados os graves indícios de ilegalidades destas dívidas”.
O site comentou também sobre os resultados das eleições na Itália, em que 90% dos eleitores rechaçaram o candidato Mario Monti, representante das políticas impostas pelo FMI/União Europeia. Para a Auditoria Cidadã da Dívida, tais políticas se baseiam no corte de gastos sociais para pagar uma dívida ilegítima, feita em grande parte para salvar bancos falidos. Para finalizar, o site mencionou trechos do Jornal Valor Econômico sobre o assunto: “os italianos deram um sinal claro: chega da política de austeridade do atual governo, do tecnocrata Mario Monti. O seu bloco centrista obteve apenas 10% dos votos. Nove em cada dez italianos rejeitaram a receita de aumento de impostos e corte de gastos, implementada por Monti sob pressão da Alemanha”.
* Com edição do ANDES-SN
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