18/03/2013
Atualizada: 18/03/2013 00:00:00
Atualizada às 16h49
Previsto para começar às 13h desta segunda-feira (18), o julgamento do caso Paulo Bandeira só teve início por volta das 15h. Sem o número suficiente de jurados convocados para participar do sorteio do conselho de sentença, o julgamento atrasou duas horas. O júri tem transmissão ao vivo do TNH1 (clique aqui para assistir).
O júri, presidido pelo juiz John Silas, começou com o interrogatório da viúva da vítima, Cilene Bandeira, testemunha de acusação. Após confirmar o depoimento dado à polícia durante a investigação, lido pelo juiz nesta tarde, Cilene levantou-se da cadeira e, apontando para Adalberon de Moraes, disse em voz alta: "Tenho certeza de que foi aquele homem que matou meu marido". O juiz perguntou: "Que homem?" e veio a resposta da viúva: "Adalberon". O réu apenas olhou para Cilene, sem esboçar reação alguma.
Em seu depoimento, Cilene chamou Adalberon de "tirano e déspota", explicando a "frieza" do acusado após o crime.
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O ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, é acusado de mandante do crime e está sendo julgado junto a outros três réus pelo assassinato do professor Paulo Bandeira. O juiz prevê que o julgamento dure três dias. Hoje devem ser ouvidas testemunhas de defesa e acusação.
Militar acusado diz que não conhecia Paulo Bandeira
O policial militar reformado Geraldo Augusto Santos da Silva, acusado na morte do professor Paulo Bandeira, afirmou ao TNH1, antes do início do julgamento do caso, na tarde desta segunda-feira (18), que está sendo acusado como autor material do crime "por engano". Ele sustenta que não conhecia a vítima. “Eu nem conhecia o professor. Só vim tomar conhecimento dele pela mídia”, disse.
Segundo o PM, que à época era segurança de um posto de combustíveis pertecente a Adalberon e seu filho, seu nome foi pronunciado pela Justiça por uma falsa contradição em depoimentos. Segundo Geraldo, um colega que também prestava serviço ao posto de combustíveis, identificado apenas como Henrique, relatou que no dia 2 de junho de 2003 - dia do crime - era o seu plantão. “Nós tínhamos trocado. Foi um acordo verbal. Mas disseram que eu me contradisse por isso”, observou.
“Eu paguei oito anos preso, sem julgamento”, ressaltou. “Se o posto tivesse câmera eu não estava nessa situação”.
Advogado afirma que não há provas contra Adalberon
A reportagem também falou com o advogado José Álvaro Costa Filho, que disse não ver provas que incriminem seu cliente, o ex-prefeito de Satuba Adalberon de Moraes. “A gente se pergunta até hoje o porquê desta acusação”, observou José Álvaro à imprensa.
De acordo com o advogado, “não há prova cabal” contra Adalberon de Moraes. “Nós não conseguimos enxergar nada que tenha feito a Justiça pronunciá-lo”, relatou. “Tenho certeza e acredito na inocência do meu cliente”.
Defesa de militares diz que fará revelações importantes
O advogado Welton Roberto, que faz a defesa dos policiais militares acusados no crime, disse à imprensa que tem uma revelação importante a fazer. Segundo ele, "a autora" do assassinato não foi citada no processo e ele mostrará quem é ela.
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