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18/03/2013
Atualizada: 18/03/2013 00:00:00


 

22:09 - 18/03/2013Luciano Milano
 
 
Adalberon, Ananias e Geraldo no banco dos réusAdalberon, Ananias e Geraldo no banco dos réus

Defesa e acusação do caso Paulo Bandeira deixaram o plenário do Tribunal do Júri da 8ª Vara Criminal de Maceió, nesta segunda-feira (18), avaliando como positivo o primeiro dia de julgamento do caso do professor Paulo Bandeira, morto em 2003 depois de denunciar desvio de merenda escolar na Escola Municipal Josefa da Silva Costa, em Satuba. Estão no banco dos réus o ex-prefeito daquela cidade, Adalberon de Moraes e os policiais militares Ananias Lima e Geraldo Augusto Santos da Silva.

O promotor Marcus Mousinho – que pede a condenação – e o advogado dos réus, Álvaro Costa, conversaram com a reportagem do TNH1 logo após o fim dos trabalhos desta segunda-feira, que foram encerrados pelo juiz John Silvas por volta das 19h40.

“A acusação sabe que há provas mais do que fortes para condenar os réus pela morte do professor Paulo Bandeira", afirmou Mousinho. "Estamos prontos para seguir trabalhando na certeza de que a verdade prevalecerá. Pelo que ouvimos aqui no primeiro dia de julgamento, está claro que ninguém mais tinha interesse em tirar a vida de Paulo Bandeira, a não ser os acusados. Tanto que as denúncias feitas por ele [Bandeira] por desvio de verbas em Satuba desencadearam uma investigação em nível nacional. Estamos confiantes”, declarou o promotor.

Defesa fala em suicídio

Já a defesa de Adalberon disse que no retorno do julgamento, nesta terça-feira (19), a partir das 9h, deve explorar a possibilidade de Paulo Bandeira ter cometido suicídio, pergunta feita a testemunhas pela acusação – que diz ter se antecipado a uma estratégia da defesa – às testemunhas.

“O primeiro dia de julgamento foi muito bom para a defesa porque os testemunhos aqui dados nem de longe provam qualquer envolvimento do meu cliente Adalberon de Moraes na morte da vítima. Além disso, a acusação nos deu uma boa linha para trabalhar  a partir desta terça-feira, perguntando às testemunhas se Paulo Bandeira poderia ter se suicidado”, disse o advogado Álvaro Costa à reportagem do TNH1.

O promotor Marcus Mousinho explicou a atitude da defesa. “Na verdade, levantamos a questão porque sabemos que a defesa vai abordar o assunto. O que fizemos foi mostrar, por intermédio das testemunhas que o conheciam bem, que Paulo Bandeira não teria motivo para se matar. Além do mais, não sei como isso poderia acontecer, se ele foi encontrado dentro do seu  carro amarrado a correntes. Não sei como poderia acontecer”, ironizou o promotor.

Fotos
Adalberon de Moraes acusado de mandar matar Paulo BandeiraÁlvaro Costa, advogado de AdalberonMarcus Mousinho (dir.), com o advogado Everaldo Patriota, assistente da acusação
 
Fonte: Tudo na Hora

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