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19/03/2013
Atualizada: 19/03/2013 00:00:00


 

 

17:33 - 18/03/2013Luciano Milano
 
 
Cilene depõe, observada por Adalberon (esq.)Cilene depõe, observada por Adalberon (esq.)

Atualização às 19h50

Depois de ouvir quatro das 13 testemunhas arroladas, o juiz John Silas encerrou por volta das 19h35 desta segunda-feira (18) os trabalhos do primeiro dia do julgamento do ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, e de mais dois réus acusados do assassinato do professor Paulo Bandeira, em junho de 2003. A sessão do Tribunal do Júri será retomada nesta terça-feira (19), às 9 horas, no Fórum do Barro Duro. O TNH1transmite ao vivo, em tempo integral, o julgamento.

A viúva de Paulo Bandeira, Cilene Bandeira, conversou com o TNH1 logo após o depoimento que deu agora à tarde, no primeiro dia de julgamento dos quatro réus acusados da morte do seu marido. São réus o ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, os militares Ananias Lima e Geraldo Augusto e o ex-assessor de Adalberon, José Marcelo, que está foragido.

Aparentando indignação, Cilene repudiou perguntas feitas pelo advogado Welton Roberto, que atua na defesa de Ananias e Geraldo. Welton perguntou à viúva se ela tinha conhecimento dos "comentários" que, segundo ele, "eram feitos à época" sobre a sexualidade de Paulo Bandeira. Além dessa insinuação, a defesa dos réus se referiu, mais de uma vez nas perguntas que fez a Cilene Bandeira – e logo depois ao irmão de Paulo, João Bosco, que depôs em seguida – se haveria "possibilidade de a vítima ter cometido suicídio".

"Lamento que a defesa queira diminuir e sujar a imagem do meu marido. Mas a família e todo mundo que quer justiça nesse caso já esperava uma atitude baixa como essa que a defesa dos acusados envereda", afirmou Cilene ao TNH1. "Difamação, a essa altura, é pouco diante de tudo que foi feito. Quanto ao Paulo ter se suicidado, não há a mínima possibilidade, porque ele amava a vida, a mim, aos dois filhos e à profissão que tinha, amava ser professor. É mais uma tentativa de tentar confundir o júri e a opinião pública", declarou Cilene Bandeira.

A professora e viúva de Paulo Bandeira também revelou o que sentiu, após quase dez anos, ao ficar frente a frente com Adalberon, acusado de ser o mandante do crime, e dos acusados de executores do assassinato, em 2003. Ela disse que olhou para Adalberon, mas não conseguiu vê-lo.

"Nem sei o que senti. Posso dizer que não o vi, mas algo me diz que ele não deve ter tido reação alguma, porque lembro bem que, quando meu marido foi ameaçado por ele na prefeitura de Satuba, voltou para casa triste porque, disse ele, nunca havia encontrado tanto ódio em uma pessoa como viu nos olhos de Adalberon de Moraes", relatou.

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Fonte: Tudo na Hora

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