19/03/2013
Atualizada: 19/03/2013 00:00:00
A prefeitura de Teresina (PI), com apoio de forte aparato da Polícia Militar, recolheu no último sábado (16) a tenda, mesas, cadeiras, banheiros químicos, faixas e cartazes do acampamento instalado por ativistas em frente à sede da Administração Municipal. A ação policial foi executada com o apoio de fiscais da Prefeitura, na tentativa de enfraquecer a greve dos servidores municipais que completa 28 dias nesta segunda (18).
A ação violenta aconteceu por volta das 16h20. Sem mostrar qualquer ordem judicial, cerca de 30 policiais saíram de um portal lateral da Prefeitura, juntamente com fiscais, seguiram para o acampamento e arrancaram os equipamentos e materiais. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, a ação foi ilegal, covarde e truculenta. “Não mostraram um único documento que sustentasse essa ação ilegal. Pior, fizeram isso da forma mais truculenta possível, arrastaram uma colega de movimento”, relata.
Apesar da ação da polícia e do prefeito de Teresina (PI), Firmino Filho (PSDB), o movimento grevista continua forte, atingindo a Educação, Saúde, entre outros setores. A diretoria do Sindserm já está providenciando os materiais necessários para montagem do acampamento e, ao mesmo tempo, convoca ativistas de todos os movimentos sociais a prestar solidariedade à greve dos servidores municipais, reforçando a ação.
Sinésio Soares afirma que os grevistas não sairão da frente do Palácio da Cidade enquanto o prefeito Firmino Filho não recebê-los para uma nova rodada de negociação. “Essa ação da PM lembra os anos de chumbo, mas o movimento vai continuar e com mais força. O prefeito terá que negociar”, finaliza.
De acordo com Gisvaldo Oliveira, da CSP-Conlutas, "o prefeito Firmino Filho mostra o quanto é truculento. A resposta dos servidores municipais e dos ativistas dos movimentos sociais é fortalecer a greve e forçar o prefeito a negociar". Os ativistas irão denunciar os abusos policiais durante a ação na Central de Flagrantes, onde registrarão boletim de ocorrência, exigindo ainda a devolução de todo o material que foi recolhido.
O Sindeserm convocou um ato contra a repressão, que será realizado nesta segunda (18), em frente ao Palácio da Cidade.
*Com edição do ANDES-SN