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20/03/2013
Atualizada: 20/03/2013 00:00:00


 

13:41 - 20/03/2013Da Redação
 
 
Adalberon de Moraes diz que a imprensa o condenouAdalberon de Moraes diz que a imprensa o condenou

Em depoimento durante o terceiro dia de julgamento do caso Paulo Bandeira, nesta quarta-feira (20), Adalberon de Moraes alegou que foi apontado como autor intelectual do crime devido à perseguição política que sofria e enfatizou que quando saiu de Alagoas, após deixar o presídio, não estava fugindo. “Eu saí do estado com medo de morrer. Passei dois anos em São Paulo trabalhando. Eu nunca fui bandido”, ressaltou.

Adalberon afirma que sofreu perseguição política após atrito com o governador Ronaldo Lessa e a cúpula da Segurança Pública da época.

O ex-prefeito disse que não foi o responsável pela exoneração da vítima do cargo de supervisor. Segundo ele, houve três reuniões para resolver o “problema” de Paulo Bandeira. No entanto, ele reconheceu que estava incomodado com o comportamento da vítima em insistir em reclamar de irregularidades. “A partir de hoje você volta a ser professor!”, alegou ter dito em uma das reuniões à época.

Antes do final do depoimento de Adalberon, o promotor Marcus Mousinho leu uma carta assinada pelo professor Paulo Bandeira, com data de 14 de abril de 2003, na qual a vítima relata estar com medo de sofrer represálias do ex-prefeito após a maneira como foi tratado em uma reunião com Adalberon. “Confesso que estou com medo, pois sou pai de família e temo pela minha vida”, escreveu a vítima à época.

“Se ele é muito sensível, senhor, eu não tenho culpa”, disse Adalberon enquanto a carta era lida. “Se ele estava com medo de mim, sendo um homem tão esclarecido, deveria ter ido para a polícia e fazer uma queixa formal”, complementou.

Adalberon ainda se defendeu quanto ao episódio que envolve o nome do índio e deputado federal Juruna foi uma brincadeira que fez com o professor e nega ter feito ameaças. “Eu era amigo do Paulo”, disse Adalberon. “Eu tinha o maior amor e carinho aos servidores”, complementou.

“Se eu tivesse dado ouvidos ao Paulo e a um amigo de meu filho, que alertou para ter cuidado com os problemas da escola, eu não estava sentado aqui”, observou. “Estou hoje aqui sendo humilhado”, complementou.

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Sobre inimizades do professor Paulo Bandeira na cidade de Satuba, Adalberon relatou só conhecer as “diferenças” entre ele e ex-diretora Nancy. “E eu fiquei sabendo através dela própria”, ressaltou. “Só depois de preso foi que eu ouvi que Paulo Bandeira estava se associando a Paulo Acioli, que era meu adversário político”, complementou.

Às 13h10, o julgamento foi suspenso por uma hora para o almoço.

Réu afirma que um de seus seguranças mentiu, mas também o inocenta

Aldalberon relatou ao juiz que depois do dia 2 de junho, data em que o professor foi visto com vida pela última vez, um de seus seguranças, o policial civil Eraldo Henrique, não foi mais ao trabalho. O ex-prefeito disse que ficou sabendo por um agente da delegacia que o segurança iria depor no caso James, no qual Adalberon também foi acusado de envolvimento.

O ex-prefeito confirmou que na época, no dia 12 de agosto de 2003, por um telefone fixo do presídio, falou a seu filho que o segurança “iria pagar pelo que fez” e que toda a verdade seria dita sobre o caso. Apesar disto, Adalberon ressaltou que Eraldo não teve envolvimento na morte do professor.

Segundo Adalberon, Eraldo Henrique mentiu quando disse que os outros seguranças não foram trabalhar no posto de combustíveis no dia em que Paulo Bandeira foi visto pela última vez.

Ele disse ainda que os militares que também estão no banco dos réus eram seguranças de sua família. “O povo de Satuba pagava os seguranças da sua família?”, pergunto o assistente de acusação Everaldo Patriota. “Com certeza absoluta”, respondeu. Adalberon não soube responder se os militares tinham autorização da PM para ser segurança.

Adalberon diz que imprensa o condenou

Ao ser questionado sobre ter sido visto sorrindo no local onde o corpo foi encontrado, Adalberon pediu que lhe mostrassem a foto com esse registro. Segundo ele, muito do que tem sofrido é por causa da imprensa. “A opinião pública é formada pela imprensa. E a imprensa tanto levanta um homem como derruba”, observou.

Fotos
Adalberon chorou em alguns momentos do júri
 
Fonte: Tudo na Hora

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