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21/03/2013
Atualizada: 21/03/2013 00:00:00


21/03/2013 - 11h34

 

"Do jeito que está tornou-se insustentável", avalia o presidente da Câmara.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, prometeu nesta quinta-feira resolver até o proximo dia 26 o impasse sobre a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos.

“Posso assegurar que esta casa vai tomar uma decisão a curtíssimo prazo porque a Comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar neste impasse. Agora, passou a ser também responsabilidade do presidente da Câmara dos Deputados”, disse.

Segundo ele, a permanência de Feliciano como presidente criou um clima de radicalização inaceitável. “Esta Casa tem de primar pelo equilíbrio, pela serenidade, pela objetividade, pelo trabalho parlamentar. E do jeito que está tornou-se insustentável", afirmou.

Ouça entrevista com Henrique Eduardo Alves e André Moura.

No início da noite desta quarta-feira Henrique Alves esteve com o líder do PSC, deputado Andre Moura (SE), e pediu que o partido se reúna com a intenção de manter o funcionamento da Comissão de Direitos Humanos.

Moura se reuniu com o deputado Marco Feliciano, mas afirmou que não sugeriu o seu afastamento da presidência da comissão. "Na verdade um apelo não só meu, mas de toda a bancada que ele faça uma avaliação daquilo que a sociedade está colocando, da voz que vem das ruas. Não podemos pautar nosso mandato nem nossas decisões somente pelo que ocorre aqui dentro do Parlamento”, disse na quarta-feira (20).

André Moura falou que o partido está preocupado, porque as manifestações, tanto contrárias quanto de apoio ao deputado Feliciano, estão impedindo os trabalhos do colegiado. “Ele está eleito como presidente e só cabe a ele essa decisão. Mas ele se comprometeu a refletir sobre o assunto, e a bancada está confiante de que ele tomará a melhor decisão”.

Contestação
Desde que foi eleito presidente da comissão, Feliciano vem sendo contestado por grupos ligados a movimentos sociais. Deputados contrários às suas posições criaram, nesta quarta-feira, uma Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos.

No início da tarde ontem, manifestantes contrários à permanência de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos impediram a realização da audiência pública marcada para esta quarta-feira sobre doenças de transtornos mentais.

Reportagem – Tiago Miranda 
Edição – Natalia Doederlein

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Fonte: Agência Câmara Notícias

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