21/03/2013
Atualizada: 21/03/2013 00:00:00
Com pedidos de justiça direcionados aos sete jurados, a promotoria encerrou, na tarde desta quinta-feira (21), as duas horas e meia a que tinha direito para tentar comprovar sua tese sobre o assassinato de Paulo Bandeira. A acusação sustentou que o ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, mandou matar o professor, em 2003, porque ele havia descoberto desvio nas verbas destinadas à Educação no município e, dessa forma, ameaçava os planos políticos do então prefeito.
Para tentar sensibilizar ainda mais o júri, o assistente da promotoria, advogado Everaldo Patriota, encerrou sua fala traçando a cronologia dos fatos com imagens, projetadas em tamanho grande, de Paulo Bandeira vivo, sorrindo, ao lado das fotos chocantes do corpo carbonizado dentro de seu veículo.
“Gostaria que os senhores do júri olhassem bem para aquelas imagens e fizessem um minuto de silêncio comigo para refletirmos a barbárie que foi a morte de uma pessoa que tinha na criatividade e alegria suas marcas mais destacadas. Ali, podemos vê-lo sorrindo e, ao lado, o que restou de um corpo carbonizado, depois de ser acorrentado dentro de seu veículo”, disse o advogado.
“E por que o professor Paulo Bandeira foi assassinado de forma tão bárbara? Os autos mostram que as investigações feitas pela Justiça apresentaram desvio, à época, nas verbas enviadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundef (Fundo de Assistência à Educação). Entre 1999 e 2003, 58,7% dos recursos investigados continham irregularidades. E quem denunciou tais arbitrariedades e por isso foi morto? O professor Paulo Bandeira”, declarou Patriota.
“Para finalizar, é prudente lembrar que o próprio Adalberon de Moraes, em interrogatório aqui nesse plenário, afirmou que era amigo de Paulo Bandeira e que ele não tinha inimigos. E ninguém, em momento algum desses dez anos, apontou uma pessoa sequer com quem o professor tenha se desentendido, a não ser com Adalberon de Moraes. Por tudo isso, peço aos senhores jurados a condenação dos réus”, arrematou a assistência da promotoria.
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