05/04/2013
Atualizada: 05/04/2013 00:00:00
O Núcleo de Aposentados da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) retomou suas atividades nesta quarta-feira (3). Durante toda a tarde, a entidade esteve repleta de antigos colegas que puderam desfrutar de uma programação que contou com esclarecimentos sobre assuntos da categoria, palestra seguida de debate e lanche coletivo ao som da voz da cantora Lavínia Kelly, acompanhada pelo teclado do músico Júnior Oliveira.
Organizada pela Coordenação do Núcleo de Aposentados, tendo à frente o professor Radjalma Cavalcante e a professora Alba Correia, também secretária geral da entidade e pelas professoras Amelita Pessoa e Cida Batista, da Diretoria Cultural, a atividade, que já vem sendo realizado há mais de 10 anos, deu o tom da primeira edição do Projeto Café & Prosa – Encontros e Reencontros de Categoria, iniciativa da Adufal que tem o objetivo de integrar seus associados no espaço da entidade.
Bastante elogiada, a palestra “O que fazem as lobas no outono? Fragmentos sócio antropológicos e psicanalíticos da mulher madura”, proferida pela professora e médica Heloísa Maria Cavalcanti Vital, da Faculdade de Medicina (Famed/Ufal), pôs em discussão o envelhecimento humano e a sexualidade, em especial a feminina, face o aumento da longevidade.
O tema da palestra proporcionou animados e reveladores depoimentos da plateia. A professora Elce Amorim Ferreira de Moraes, que dirigiu por 13 anos o antigo departamento de Educação e ajudou a transformá-lo em Centro (Cedu), confessou se sentir bela, plena e no auge de sua vida. “Não somente de alma, mas também fisicamente quando me olho no espelho”, disse séria e emocionada.
Seu depoimento levantou o ânimo dos participantes pelo carinho que demonstrou sentir pelos colegas ali presentes: “Sinto-me eterna, imortal. Digo isso porque por onde eu passei, sempre deixei um pouco do que sou e por isso reconheço partes de mim em cada um de vocês que aqui estão”, disse, apontando pessoas e citando seus nomes.
Para ela, a realização do evento é uma ótima oportunidade de estreitar laços de amizade e rever pessoas com as quais conviveu durante muito tempo. “Esse encontro nos fortalece e fortalece nossa entidade que, com essa recepção, demonstra respeito e apreço por seus associados”, afirmou.
“Eventos como esse são fundamentais para valorizar os aposentados, memória viva de acontecimentos históricos desse país. Aqui estão professores que deram enorme contribuição às lutas da categoria”, observou Joaquim Alves, professor de Artes que, por muitos anos, foi coordenador do curso de Teatro. Sua sugestão é que, a exemplo de outras associações, a Adufal realize encontros de aposentados e aposentáveis, promovendo a união entre gerações. “Afinal, os que agora estão começando vão um dia se aposentar”, argumentou.
“O retorno dessa atividade é muito bem vindo entre nós. Acho que a gente não deve prescindir de ter esse contato. A palestra da Heloísa foi nota dez. O evento foi na medida. Melhor que isso estraga”, elogiou a professora de Linguística, Nancy Melo.
Ao lado de suas companheiras do curso de Serviço Social, Terezinha Jesus Silva e Maria José Cavalcante, a professora Zilta Nogueira descreveu o encontro como aconchegante e bem organizado. “Isso aqui é muito significativo para nós. Fortalece as amizades e nos faz mais conscientes da necessidade de nossa participação nas lutas da categoria”, observou. “Minha sugestão é que as palestras abordem, também, temas políticos”.
Para a professora Maria Hildete Timbó, que exerceu suas funções no Centro de Educação e no então, Centro de Ciências Humanas Letras e Artes, da instituição, essa edição do Café & Prosa foi perfeita. “Esse intercâmbio restabelece vínculos e nos faz mais fortes”, avaliou. “Acho que um filme seguido de debate é uma ótima opção para constar na programação do próximo e encontro”, sugeriu.
Assessoria de Comunicação da Adufal
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