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11/04/2013
Atualizada: 11/04/2013 00:00:00



Data: 
11/04/2013

Dia de Mobilização das Estaduais da Bahia convoca a categoria à luta




A necessidade em intensificar as ações para pressionar o governo a avançar na negociação da pauta de reivindicações 2012 foi reforçada durante o Dia de Mobilização, realizado de forma conjunta pelas quatro Seções Sindicais das Universidades Estaduais da Bahia, na terça-feira (9). 

Segundo Elson Moura, coordenador da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs), o governo Wagner está tratando o Movimento Docente (MD) com descaso, mas a categoria está mobilizada, pronta para o enfrentamento. O sindicalista lembrou que a primeira proposta do governo foi rejeitada por unanimidade entre os docentes presentes na última assembleia, que aconteceu em 20 de março. 

“Vamos despertar para vir não só para a aula, mas para a luta”, disse durante o ato público, lembrando que na próxima terça-feira (15), às 10h, os representantes do governo se comprometeram em apresentar uma nova proposta aos professores”, informou.

A primeira proposta do governo Wagner, apresentada no dia 27 de fevereiro, oito meses após a pauta de reivindicações da categoria ser protocolada, fica muito aquém da expectativa e do que reivindicado pelo MD, pois prorroga a incorporação da CET, fere a isonomia da categoria e não aborda o reajuste de 28%. Ou seja, algo pior do que o foi apresentado em 2011 e que foi responsável pela deflagração de uma greve de 77 dias.

“É preciso que esse governo, que alardeia o crescimento da arrecadação do estado, encare as universidades como investimento”, afirma Marcelo Lins, 1º Secretário da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Adusc).

A indignação na categoria aumenta ainda mais, pois, até o momento, o governador não enviou o projeto de lei sobre o reajuste linear, referente à reposição inflacionária do ano passado (5,84%). Há preocupação também com os rumores que correm na imprensa de que, além de pagar com tamanho atraso, o reajuste possa não ser retroativo a janeiro, como tem acontecido nos últimos anos. 

Assim, conforme vem ocorrendo às negociações, a tendência é de radicalização caso o governo não apresente uma contraproposta que, de fato, atenda a pauta de reivindicações da categoria. “Estamos exigindo aquilo que nos é de direito e o Movimento responderá com luta, caso o governo continue faltando com respeito aos docentes”, afirma a professora Zózina Almeida, diretora da Associação dos Docentes da Estadual da Bahia (Aduneb).

 

 

 

*com informações e imagens do Fórum das AD´s e das Seções Sindicais - Adufs, Adusc, Adusb e Aduneb

Fonte: Andes SN

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