18/04/2013
Atualizada: 18/04/2013 00:00:00

Na noite de terça-feira (16/04), a presidente argentina Cristina Kirchner pediu que os Estados Unidos reconhecessem a eleição de Maduro. “Não incentivem as brigas, porque as brigas terminam em mortes. Pedimos [o reconhecimento] com humildade e respeito. Esta é a melhor maneira de honrar a paz, não só com discursos, mas com ações concretas”, afirmou, em referência aos incidentes registrados no dia anterior, quando Capriles convocou um panelaço contra a proclamação de Maduro como presidente.
"O intervencionismo dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela durante esses últimos meses e particularmente durante a campanha eleitoral foi brutal, vulgar”, afirmou Maduro nesta quarta. “Sua coordenação direta com a burguesia amarela [cor com a qual a oposição é identificada], corrupta, profundamente corrompida, é realmente obscena, ainda que tapada pelos meios de comunicação da burguesia”, disse o mandatário, em discurso realizado no Palácio de Miraflores.
Reconhecimento
Durante a sessão extraordinária da OEA o triunfo de Maduro foi defendido pelos países latino-americanos. Um comunicado do Mercosul – bloco comercial ao qual a Venezuela se integrou em dezembro do ano passado – foi lido pelo representante uruguaio, no qual se parabenizava o povo venezuelano pela alta participação eleitoral, superior a 80%, e se ressaltava o compromisso dos integrantes do bloco comercial com os princípios democráticos e a transparência do pleito.
A representante venezuelana no organismo agradeceu aos países da Unasul, Mercosul, Caricom e Alba pelas expressões de apoio "à decisão da maioria dos venezuelanos”. “Em 14 anos, realizamos 18 eleições e amadurecemos cada vez mais nossa consciência política”, disse, ressaltando aos integrantes do organismo que “os resultados de domingo foram os que o povo decidiu”.
“Exigimos respeito ao povo. Como em toda democracia, existem diferenças que nós saberemos resolver internamente”, complementou a venezuelana, afirmando que o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) de seu país “é um organismo de ampla trajetória, possui um sistema fortalecido que não pode ser corrompido e que não será corrompido”.
Entre as nações europeias que reconheceram a proclamação de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela estão França, Portugal e Espanha, que alterou sua posição inicial ao reconhecer os resultados eleitorais. China, Rússia, Bielorússia, Irã, Coreia do Norte, Síria e África do Sul também enviaram cumprimentos a Maduro, reconhecendo sua vitória no pleito de domingo.