19/04/2013
Atualizada: 19/04/2013 00:00:00
A comissão de negociação, composta por diretores da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piaui (Uespi), Seção Sindical do Andes-SN, e representantes de base da categoria docente participa, nesta sexta-feira (19), às 13h, de reunião com a Secretaria Estadual de Administração do governo. A comissão foi ratificada pelos docentes em assembleia geral, realizada na última quarta-feira (17), ocasião em que também discutiram o andamento da campanha salarial dos professores da universidade.
O momento é de fortalecer a organização e união de toda a categoria docente, em torno das atividades promovidas pela ADCESP, entre elas, as assembleias gerais, que são as principais e legítimas instâncias de decisões coletivas sobre a campanha salarial. É na assembleia geral que, com ampla liberdade e democracia, a categoria docente se manifesta sobre questões diversas, decide sobre pauta da campanha salarial e escolhe a composição da comissão de negociação junto ao governo. Para que a campanha salarial seja vitoriosa, é importante continuar fortalecendo a ADCESP, respeitando as deliberações aprovadas democraticamente em assembleia geral.
Após a reunião desta sexta entre a comissão de negociação da ADCESP e o governo, será produzido material informativo que detalha as propostas negociadas. A categoria docente da Uespi, em assembleia geral anterior, aprovou como reivindicação salarial o piso de R$ 2.633 para professor auxiliar 20h, valor atualmente pago na Universidade Estadual de Pernambuco (Uepe).
A assembleia geral ratificou ainda comissão para estudar mudanças e atualizações no regimento da ADCESP, no sentido de estimular maior participação de filiados de todos os campi nas decisões do sindicato e criar novas secretarias para atendimento de demandas específicas da categoria.
Atenção para não ser prejudicado com erro que resultou em diminuição de salários!
Durante a assembleia, foi informado que milhares de servidores estaduais, entre eles alguns docentes da Uespi, foram prejudicados com diminuição de salários, por um erro administrativo da ATI, órgão do governo responsável por executar a folha de pagamento. A dica é que cada professor ou servidor da universidade veja os detalhes nos contracheques do ano de 2013 e, caso identifique diminuição salarial, busque o Departamento de Gestão de Pessoal (DGP) para requerer a devolução do que for descontado irregularmente.
Caso o erro não seja reparado, os docentes devem procurar a assessoria jurídica da ADCESP para estudar medidas judiciais cabíveis para o caso. A orientação de se procurar os advogados da Associação também vale para os professores que foram prejudicados pelo aumento absurdo do desconto de Imposto de Renda direto na fonte, no mês em que houve a devolução dos salários cortados ilegalmente em virtude da greve.
Marcha a Brasília em defesa de direitos
Durante a assembleia geral, a categoria foi informada sobre a Marcha a Brasília, no dia 24 de abril, com a participação de comitiva piauiense.
A expectativa é que compareçam mais de 20 mil trabalhadores e estudantes, que exigirão a manutenção dos direitos garantidos na CLT, contra o ACE (Acordo Coletivo Especial); o fim do fator previdenciário, assim como exigindo a anulação da reforma da previdência de 2003, aprovada com o dinheiro do mensalão e rejeitando a nova reforma que governo e centrais estão negociando (fator 85-95).
Serão 20 mil denunciando os bilhões gastos pelo governo para a Copa e a Olimpíada, enquanto desviam verbas da saúde, educação e infraestrutura, além de impor remoções violentas aos moradores nas regiões das obras; exigindo 10% do PIB para a educação já; denunciando a superexploração pela qual passam os trabalhadores rurais, assim como os operários de Belo Monte e outras obras, que não se cansam de lutar. Essas vozes, talvez, ainda tenham de gritar também “Fora Feliciano”, que resiste em deixar a Comissão de Diretos Humanos.
As vozes ecoarão nas ruas de Brasília, no Congresso Nacional e nos Ministérios. São diversas organizações que estão envolvidas na preparação da Marcha de 24 de abril, em Brasília. Além da CSP-Conlutas, seus sindicatos e movimentos afiliados - entre eles o Andes-SN – participam a “A CUT Pode Mais”, CNTA, Cobap, Condsef, Feraesp, MST, e outras entidades nacionais e sindicatos locais.
* Imagens: ADCESP
* Com edição do Andes-SN