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22/04/2013
Atualizada: 22/04/2013 00:00:00


 

                        

Na primeira etapa do julgamento, 23 policiais foram condenados pela morte de 13 presos; A pena é de 156 anos de prisão para cada envolvido

22/04/2013

da Radioagência NP

A Pastoral Carcerária considerou positiva a condenação de 23 policiais envolvidos no massacre do Carandiru, em 1992, mas fez ressalvas. A entidade pede a responsabilização não somente dos policias, mas dos “mentores da ação” que ocupavam funções no governo do Estado de São Paulo.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (22), a Pastoral afirma que “ainda hoje, com pleno conhecimento do Estado, massacres continuam acontecendo nas ruas, nos presídios, no sistema de saúde e em outros equipamentos que deveriam estar a serviço do bem estar da população”.

Entre outras considerações, foi solicitado que todos os réus do caso Carandiru sejam exonerados dos cargos que ainda ocupam na administração pública ou na Polícia Militar.

A Pastoral sugere que “melhor que a prisão dos policiais envolvidos seria a indenização, pelo Estado, dos familiares e dos sobreviventes do episódio”. O documento conclui que “o encarceramento não é o melhor instrumento de responsabilização”.

A primeira parte do julgamento do massacre do Carandiru, que vitimou ao menos 111 detentos, foi encerrada no domingo (21). O júri foi dividido em quatro etapas. Na primeira delas 23 policiais foram condenados pela morte de 13 presos. A pena é de 156 anos de prisão para cada envolvido, mas eles podem recorrer em liberdade.

Foto: Divulgação

Fonte: Brasil de Fato

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