23/04/2013
Atualizada: 23/04/2013 00:00:00
O material foi elaborado para consolidar uma série de informações sobre a precarização das condições de trabalho nas IFE, com base em relatórios produzidos pelos docentes nas Universidades, muitos deles elaborados durante a greve de 2012. Segundo o 1º vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch, o Sindicato optou por produzir e divulgar o material utilizando formato de revista para expor os problemas enfrentados pela comunidade acadêmica das IFE de forma mais direta e de fácil acesso.
“Por meio deste material, pretendemos tornar pública a realidade de precarização das condições de trabalho nas Instituições Federais de Ensino, que refletem um modelo de subordinação da educação reduzida somente a condição de insumo para a economia ou como fatia de acumulação pela simples venda dos chamados ‘serviços educacionais’. A Revista vem para denunciar estas questões utilizando-se da linguagem jornalística, que apresenta uma comunicação mais fácil e que permite ao leitor chegar ao cerne do problema”, afirma o diretor do Sindicato Nacional. Segundo ele, além de dar publicidade ao caos vivenciado pelos docentes em diversas IFE, a revista tem por objetivo cobrar ações efetivas do governo e das reitorias para reverter esse quadro de precarização.
As denúncias, provenientes de 34 Seções Sindicais, foram divididas em 20 diferentes temáticas e transformadas em 20 pautas jornalísticas, que serão abordadas em dois volumes. Para apurar as denúncias e desenvolver as pautas, o Andes-SN contratou uma equipe de nove jornalistas, de diferentes regiões do país.
Marcha a Brasília
O ato pela Educação Pública, em frente ao MEC, acontece em sequência à Marcha a Brasília, que deve trazer mais de 20 mil trabalhadores e representantes de movimentos sociais à Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24). A pauta da manifestação inclui a luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores, pela anulação da Reforma da Previdência, em defesa da Saúde e Educação públicas, pela demarcação de territórios indígenas e quilombolas, entre outras reivindicações.