03/05/2013
Atualizada: 03/05/2013 00:00:00
Em assembleia realizada na última terça-feira (30), os professores da Universidade Estadual da Paraíba (Uepb) decidiram por manter a greve em busca de negociação das reivindicações da categoria. Para esta quinta-feira (2), está marcada uma audiência às 14h entre o comando de greve e a reitoria, agendada pelo Andes-SN. “O objetivo é tentar recuperar o diálogo com a reitoria sobre a pauta de greve e avançar nas negociações”, afirma o 1º vice-presidente da Regional Nordeste II do Andes-SN, Josevaldo Cunha.
Uma nova assembleia geral está marcada para a próxima segunda-feira (6), para reivindicar a garantia da data-base e reposição das perdas inflacionárias de 2012, de 5,83%. A nova proposta apresentada pelos docentes de 5,83% - que substituiu a anterior de 17,7% - foi uma tentativa da categoria de reabrir o diálogo. “No momento em que recuamos da proposta de 17,7% para 5,83%, o movimento mostrou mais uma vez a flexibilidade e a vontade de negociar, apesar de alguns setores da mídia circularem a informação contrária”, afirma o presidente da Associação dos Docentes da Uepb (Aduepb), Seção Sindical do ANDES-SN, José Cristóvão de Andrade.
Entre outros encaminhamentos, a assembleia do último dia 30 determinou a realização de atos públicos e panfletagem, além de protocolar decisões e pedidos de audiências com o reitor Rangel Júnior e com o governo do estado. Outras questões também foram deliberadas, como unificar a luta em defesa da Uepb com estudantes, técnicos e docentes; garantir a regulamentação dos reajustes concedidos por Resolução da universidades; exigir do reitor a pauta negociada sobre assistência estudantil; e repudiar as atitudes de alguns diretores de Centro por convocarem docentes à sala de aula. (confira a íntegra do documento)
Tribunal de Justiça da Paraíba considera greve ilegal
No dia 24 de abril, o pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba considerou ilegal a paralisação dos docentes. “Entendemos que a atitude tomada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Justiça da Paraíba soma a atitude de criminalização da luta dos trabalhadores e é uma forma de intimidar o movimento e evitar qualquer reação à quebra de direitos”, afirmou o presidente Aduepb, José Cristóvão de Andrade.
Segundo Andrade, durante a assembleia geral, a categoria avaliou a greve e a considerou como uma vitória do movimento docente pelo nível de mobilização nos oito campi da Uepb, e pela apresentação de diversas alternativas de luta e de melhoria do ensino público gratuito da universidade.
Para o 1º vice-presidente da Regional Nordeste II do Andes-SN, Josevaldo Cunha, a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba confirma a tendência do Judiciário brasileiro em tratar as questões sociais não como políticas, mas como criminalização. “Esta decisão confirma a tendência da justiça brasileira em transformar, ou tentar colocar na condição de criminalização, as lutas e reivindicações da classe trabalhadora e nos mais diferentes segmentos, incluindo os servidores públicos e docentes”.
*Imagem extraída do Facebook da Aduepb - SSind.