23/05/2013
Atualizada: 23/05/2013 00:00:00
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN
O governo do Ceará nomeou, esta semana, 61 professores efetivos para a Universidade Estadual do Ceará (Uece) – 37 professores adjuntos e 24 professores assistentes. Os novos docentes darão aulas tanto na capital quanto no interior do estado, nos cursos de graduação, pós-graduação e extensão. Apesar das nomeações, o número de professores ainda não supre a carência da universidade, que atualmente é de 350 docentes.
Em Fortaleza, os professores atuarão no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Centro de Educação (Ced), no Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), no Centro de Humanidades (CH) e na Faculdade de Veterinária (Favet). No interior do estado, os docentes darão aulas na Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc), em Quixadá; na Faculdade de Educação de Itapipoca (Facede); na Faculdade de Educação de Cratéus (Faec); na Faculdade de Educação, Ciência e Letras de Iguatu (Fecli); na Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), em Limoeiro do Norte; e no Centro de Educação, Ciências e Tecnologia da Região dos Inhamuns (Cecitec), em Tauá.
A maioria dos professores trabalhará em tempo integral, com dedicação exclusiva. O concurso público para professor-adjunto e assistente da Uece foi realizado em 2012 e homologado em janeiro deste ano.
Paralisação
Estudantes e professores da Uece realizaram uma paralisação e um ato público na reitoria nesta quarta-feira (22), em protesto à falta de professores, pela continuidade das discussões em torno da regulamentação do PCCV e por uma política de assistência estudantil.
A universidade contabiliza uma carência de 350 professores, considerando o atraso na contratação de 76 aprovados no concurso de 2012. A situação é considerada dramática, uma vez que vários cursos contabilizam, em média, 20 disciplinas descobertas, sendo uma reincidência de 2012, em que muitas foram canceladas ou ministradas em regime especial de férias.
Em relação à regulamentação do PCCV, o governo paralisou as negociações, apesar da situação avançada de acordos entre as universidades estaduais, sindicatos e Secretaria de Ciência e Tecnologia, em torno da Dedicação Exclusiva e do Regime de Trabalho, entre outros. O movimento estudantil reivindica uma política de assistência estudantil e a ampliação do número de bolsas de estudos e iniciação científica e artística.
Tanto professores como estudantes defendem ainda a necessidade de democratização real e ampla das decisões da universidade, além de reivindicar a abertura de uma estatuinte que garanta ampla participação na elaboração do novo estatuto/regimento da universidade.
O ato na reitoria contou com a presença de caravanas de estudantes das unidades da Uece no interior do estado e marcou a retomada da campanha "Pra UECE não parar, efetivos já!", que reivindica a realização de um amplo concurso público para a recomposição do quadro de professores efetivos da universidade.
* Com informações da Sinduece – Seção Sindical