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06/06/2013
Atualizada: 06/06/2013 00:00:00


CRISE NA EUROPA
06/06/2013 - 16h15 | Redação | São Paulo

 

Porta-voz da entidade disse que reestruturação da dívida grega em 2009 "teria tido consequências devastadoras"
 
 
 
 
 
Um dia depois da imprensa internacional vazar um documento em que o FMI (Fundo Monetário Internacional) admite "erros notáveis" na estratégia para diminuir os efeitos da crise econômica na Grécia, outro membro da troika mostrou discordar dessa análise. Nesta quinta-feira, a CE (Comissão Europeia) reiterou que está de acordo com tudo o que foi feito e, assim, adotou posição diferente do FMI.

Em entrevista coletiva em Bruxelas, o porta-voz da CE, Simon O’Connor, rejeitou as críticas e afirmou que o plano usado na Grécia continua válido. Segundo ele, a CE se posiciona “totalmente contrária” à opinião do FMI de que teria sido melhor reestruturar a dívida grega logo no início do processo, em 2010, em vez de no ano seguinte.

Agência Efe

Enquanto a troika discute possíveis erros em plano contra crise, Grécia viveu novo dia de protestos nesta quinta-feira


De acordo com O’Connor, uma reestruturação da dívida em 2009 e 2010 “teria tido consequências devastadoras não apenas para os outros membros da zona do euro mas também para a própria Grécia". Ele destacou ainda que "esta foi uma posição unânime dos Estados da zona do euro e dos parceiros da troika no início do programa".

No relatório liberado na quarta-feira (05/06), o FMI tece duras críticas à CE, a instituição da troika responsável pela concepção dos programas de ajustamento, afirmando que esta não tem “experiência em gestão de crises” e se preocupa mais com o cumprimento das normas europeias do que com o impacto das medidas de austeridade sobre o crescimento econômico. Além da CE e do FMI, a troika também é formada pelo Banco Central Europeu.  

 

 

 

A CE considerou essa crítica “totalmente errada e sem fundamento”, argumentando que sempre teve a preocupação de impulsionar reformas estruturais voltadas para o crescimento econômico e a criação de empregos nos países socorridos. O’Connor acrescentou que a Comissão Europeia e seus parceiros enfrentaram na Grécia uma situação “sem precedentes”. Além disso, ele frisou que, como o relatório do FMI aponta, o programa de auesteridade foi bem-sucedido em manter a Grécia na zona do euro. Outras conquistas identificadas pelo texto são as reformas trabalhista e de saúde.

O porta-voz reconhece, no entanto, que há lições que podem ser tiradas da experiência com a Grécia e disse que a CE espera elaborar sua própria avaliação sobre os programas de ajustamento, em data indeterminada.

O governo grego, por sua vez, ressaltou que havia advertido o FMI sobre os erros. “Havíamos falado sobre isso”, afirmou o ministro das Finanças, Yannis Stournaras. A federação empresarial Iove, que ele dirigia à época do primeiro programa contra a crise, denunciou rapidamente os riscos de asfixia econômica do país devido a uma maior austeridade. Entretanto, ele acrescentou que “é muito positivo aprender com nossos erros”. 

Fonte: Opera Mundi

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